Durante as
atividades relacionadas a disciplina de Educação de Pessoas com Necessidades
Educacionais Especiais, tive algumas surpresas.
Descobri alguns
preconceitos, se assim posso chamar quanto a minha visão sobre os altistas por
exemplo. Mesmo sem perceber procurava descobrir no altista qual seria sua “super”
habilidade, pensava que sua capacidade de se deslocar do mundo real era
surpreendente, quando na verdade a situação é outra, a falta de entendimento do
que está acontecendo seria uma delas. Mesmo sendo equívocos que parecem comuns,
sou humilde em dizer que meu conhecimento é muito restrito quando o assunto são
necessidades especiais.
Tendia a
pensar que o modelo biomédico teria a solução mais adequada para as pessoas com
deficiência. Muito embora sempre achasse que a inclusão social era o caminho
mais solidário para o enfrentamento destas situações. A disciplina me fez
observar a deficiência sobre um vértice mais sensato. Talvez sensato não seja a
palavra ideal. O fato é que estou tentando analisar as situações conforme suas
possibilidades e potencialidades de participação. A crueldade intrínseca, no
fato de manter crianças acometidas pela poliomielite em pé, independentemente
de seu esforço para isso, me leva a pensar o quanto aceitar as diferenças e
entender as potencialidades dentro destas diferenças é o que torna a inclusão
real.
Interessante
pensar no meio como determinante na deficiência imposta às pessoas. Quando
pensamos em meio além das estruturas físicas, também no vocabulário, no
relacionamento com o outro, na aceitação das diferenças.
A inclusão escolar precisa ser repensada, a intenção de participação de todos está levando as crianças a experiências escolares nem sempre agradáveis ao aluno e aso profissionais de educação. A qualificação dos docentes envolvidos precisa de
aprimoramento constante além de auxílio de especialistas que possam orientar
nas mais diversas situações e a participação da família no processo educacional.
De qualquer modo, sendo a educação constitucionalmente
democrática a inclusão deveria ser, primeiramente pensada discutida por quem é o
sujeito mais interessado, o próprio portador de necessidades especiais, assim
com o sujeito incluído se manifestando e dizendo até onde pode e quer chegar e
nos auxiliando a nos colocarmos em seu lugar, então poderemos ter a inclusão constituída.










