Durante este semestre, para meu
espanto, estou me percebendo
preconceituosa.
Logo eu que sempre tentei e achei
que respeitava as diversidades.
Minha forma de pensar a respeito
do outro enquanto grupo produtor de cultura, esta sendo desconstruída. Passo a
perceber a pluralidade de grupos e
costumes que acabamos por classificar e estabelecer uma única forma de
pensar a respeito.
Na aula presencial de 03/10,
discutíamos sobre a questão indígena então uma colega falou que os índios já
estavam aqui e nó chegamos depois, ou algo parecido. Entendi o quanto na
tentativa de desfazer o preconceito agir e falar de forma politicamente
correta, acabamos por nos colocar de fora.
Precisamos entender quando usar o
nós e o ele, estes pronomes falam muito a respeito do que pensamos e de quem
somos. Não chegamos aqui, nascemos aqui,
tenho menos que 500 anos. Também meus colegas, amigos, vizinhos, alunos todos
nascemos aqui.
Parece que assumir o país como
nosso e entender que somos responsáveis por nossa relação com o outro e com
meio em que vivemos é o que nos falta. Conhecer nossa história, entender de
onde viemos nos constitui enquanto pessoa que pertence a um grupo fortalece
relações estabelece hábitos, cultural. Todo este interesse em conhecer em se
fazer conhecer deve ser promovido para o entendimento que este “barco” é nosso.
Não podemos fragmentar uma nação, um povo. Um os depoimentos no vídeo Povos
Indígenas: Conhecer para Valorizar,
onde diz que foi preciso para os índios conhecer
também “nossa” cultura para poder ajudar a cultura indígena, reflete bem como
este grupo mantém viva sua história. A forma como ele se referiu à escola,
sabendo exatamente qual o objetivo do índio frequentar a escola, também me fez pensar.
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