Depois de algum tempo fazendo a mesma coisa, nosso cérebro passa para o automático, assim dizem os especialistas. Que bom que lecionar não nos permite agir assim.
Mesmo que existam professores que utilizam o mesmo "caderninho"e tenham resistência a mudanças. Lecionar enseja em "estar aberto ao novo".
Acredito que ajustar em nossas aulas as três vertentes do conhecimento defendidas por Shulman(1992): conhecimento do conteúdo, conhecimento do currículo e conhecimento do pedagogia, este ajuste não é tarefa estagnada.
Para a elaboração de atividades que serão propostas em aula é fundamental ter consciência das habilidades que pretendemos trabalhar, desenvolver ou consolidar com nossos alunos, utilizar técnicas adequadas para faixa etária e atender a sistematização que o currículo exige.
Não bastam atividades baseadas no próprio corpo, em brincadeiras ou materiais concretos.
Para entender de onde partimos e onde queremos chegar é necessário refletir, estudar e planejar.
Entender que objetos comuns do dia a dia se tornam objetos geométricos, passa pela transposição do sensório motor ao abstração do conceito. Como sabemos mesmo existindo classificação de fazes do desenvolvimento infantil, elas nem sempre ocorrem na mesma ordem cronológica em todas as crianças.
No meu caso, como docente não posso contar com a memória que muito me falha, preciso rever conteúdo e o planejamento se torna fundamental.
Assim pensar no ajuste da transposição do concreto ao conceito, do real ao imaginário considerando as vertentes do conhecimento de currículo, de conteúdo e pedagógico, pressupõe uma base estruturada para o que vem após a Educação Infantil ou séries iniciais do Ensino Fundamental.
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