segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

SUSTENTAILIDADE



           Quando pensamos em Educação Ambiental nas escolas, ainda prevalesse uma visão romântica de cuidados com a natureza ou a questão da alimentação orgânica, por exemplo.
        Atividades de feijão no algodão, cabelo de alpiste em bonecos, cuidar do lixo, reciclagem e hortas exercitam o olhar observador dos alunos, nos auxiliam como recursos na aprendizagem.                       Precisamos refletir, ir além.
      Pensar sustentabilidade vai além das atividades curriculares, sabemos da importância da  Educação Ambiental nas escolas, criar a cultura do uso sustentável dos recursos naturais esbarra na dinâmica de nossa rotina de vida.
          Pensar em sustentabilidade vai além de pensar em novos meios de produzir energia, mas em como utilizar energia e para que utilizar. Sustentabilidade tem a ver com nova forma de viver, tem ver com o pensar no todo, pensar em todos. Ouvir, aprender e entender as relações da natureza com as necessidades da humanidade.
            Observamos o caso das indústrias madeireiras, existe o replantio de árvores para as indústrias, mas não basta. 


                Conforme Santos e Silva (p.75-76, 2010)

                 "O avanço dessa indústria pelo interior do Rio Grande do Sul faz com que os campos próximos aos da Comunidade estejam sendo invadidos pelas plantações do pinus elliot e da acácia negra. Este fato tem sido motivo de preocupação constante para os interesses da comunidade. Devido à forte sedução econômica que esta alternativa oferece em curto prazo, os quilombolas ficam tentados a fazer este tipo de plantio, especialmente dada a facilidade de ganho financeiro com o comércio da madeira.
Aliado a esse fator de ordem econômica, existe uma preocupação ambiental na comunidade e diz respeito ao avanço das dunas de areia que, por um fenômeno geofísico, avançam de maneira constante e permanente, da praia em direção às áreas de terras produtivas na comunidade."


             Percebo que o interesse financeiro esbarra nos valores cultivados nas comunidades quilombolas. Povos indígenas , comunidades quilombolas, pescadores tem muito a ensinar ao povo das cidades que esquecem ou desconhecem sua origem.
                        Não existimos artificialmente ou virtualmente, respeitar a terra, a água ao ar tem a ver com o respeito em nossas relações de convivência com toda a forma de vida. 
               Sustentabilidade é um grande processo em desenvolvimento que atinge interesses sejam pessoais ou coletivos.




REFERÊNCIAS

Santos, S. V.; Silva, P. S.; PROEJA Quilombola Pelotas: Editora Universitária/UFPEL, p.75-76, 2010.





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