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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Espaço, Forma e Criança

          Depois de algum tempo fazendo a mesma coisa, nosso cérebro passa para o automático, assim dizem os especialistas. Que bom que lecionar não nos permite agir assim.
          Mesmo que existam professores que utilizam o mesmo "caderninho"e tenham resistência a mudanças. Lecionar enseja em "estar aberto ao novo".
           Acredito que ajustar em nossas aulas as três vertentes do conhecimento defendidas por  Shulman(1992): conhecimento do conteúdo, conhecimento do currículo e conhecimento do pedagogia, este ajuste não é tarefa estagnada.
       Para a elaboração de atividades que serão propostas em aula é fundamental ter consciência das habilidades que pretendemos trabalhar, desenvolver ou consolidar com nossos alunos, utilizar técnicas adequadas para faixa etária e atender a sistematização que o currículo exige.
           Não bastam atividades baseadas no próprio corpo, em brincadeiras ou materiais concretos. 
          Para entender de onde partimos e onde queremos chegar é necessário refletir, estudar e planejar.
         Entender que objetos comuns do dia a dia se tornam objetos geométricos, passa pela transposição do sensório motor ao abstração do conceito. Como sabemos mesmo existindo classificação de fazes do desenvolvimento infantil, elas nem sempre ocorrem na mesma ordem cronológica em todas as crianças.
         No meu caso, como docente não posso contar com a memória que muito me falha, preciso rever conteúdo e o planejamento se torna  fundamental.
         Assim pensar no  ajuste da transposição do concreto ao conceito, do real ao imaginário  considerando as vertentes do conhecimento de currículo, de conteúdo e pedagógico, pressupõe  uma base estruturada para o que vem após  a Educação Infantil ou séries iniciais do Ensino Fundamental.      

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Campo Aditivo _ Pensando no ensinar



          Não lembro quase nada das minhas aulas de Didática da Matemática, durante o curso de magistério.
       Lembro do flanelógrafo, dos palitos de picolé tingidos, do quadro valor lugar, da necessidade de utilizar o material concreto, apresentação do material dourado, utilizar substituições, mas quanto a “aplicar conteúdos” (coisa mais antiga) muito pouco,...
           Volto então a Ruben Alves: Mas como? Mas como?
        Durante o decorrer do ano letivo, por mais que tentasse, alguma coisa não estava bem. 
          Descobri que faltava domínio dos conhecimentos que precisava explorar, faltava a realização de intervenções que fazem diferença, faltava apresentar brincadeiras jogos atividades de uma forma diferente da que eu tinha aprendido com meu pai (foi ele que me ensinou matemática).
         Quanto na leitura: “A matemática em sala de aula- reflexões propostas para os anos iniciais do ensino fundamental”, me coloco a refletir que não estou sozinha na minha angustia, existe sim implicações na formação docente que se traduz na qualidade da aprendizagem do aluno, que vão além do querer ensinar do professor.
      A forma de como abordar com os alunos o conhecimento, também pode ser classificada e devemos entender o que estamos fazendo, não basta dizer “eu faço um pouco de cada coisa, aproveito um pouco de cada livro”, quando se trata de praticar a docência é preciso entender e defender algo que acreditamos, testamos e concluímos que é bom, que serve para esta ou aquela situação de aprendizagem.
           A disciplina Representação do Mundo Através da Matemática está desafiando o meu “ensinar matemática” , e também tenho encontrado respostas para  questões sobre técnica e  sobre atitudes exploratórias, construtivistas.



domingo, 29 de janeiro de 2017

Classificação



           Durante a realização das atividades do semestre, fui entendendo o quanto é importante o professor apresentar diferentes possibilidades de classificação para os alunos.
                  O ato de classificar, está presente em nosso dia a dia.
                  Tudo é classificado!
                  Seja a noite o dia, o quente o frio, grande pequeno.
               Nas atividades com minha turma do Projeto Mais Educação, pensei que atividades simples como guardar sucatas em caixas, fosse realizada pelos alunos com facilidade, engano meu.
        Minha ideia, era que os alunos conhecessem todo o material disponível, classificassem nas caixas para que usassem em outras atividades. Inicialmente deixei que manuseassem o material e definissem como separariam.
          Os alunos não sabiam como iniciar, nem como estabelecer critérios para classificação dos materiais. Muito me chamou atenção, pois esta tarefa foi realizada com alunos de 10 a 14 anos. Precisei intervir várias vezes. Percebi que os alunos estavam condicionados a organizar/classificar conforme orientação prévia, quando inicialmente propus a tarefa e deixei que eles criassem as formas de classificar as sucatas, vários alunos manuseavam os materiais e os colocavam no mesmo lugar que tinham pego.
              Um ou dois dos alunos do grupo, tomaram a frente da tarefa e delegaram aos outros como deveria ser realizado a classificação para a organização do material.
              No meio em que vivemos encontramos tudo classificado, em nossa casa, nas lojas, no mercado e assim por diante. Cada vez é menor o esforço mental para a classificação e organização, encontramos tudo muito pronto.
               Até mesmo os brinquedos obedecem ao grupo de personagens, são separados nas lojas por idade etc.
              Penso em classificar como um exercício da habilidade de observar e refletir que deve ser explorada e instigada pelos educadores.
            A classificação condicionada deve ser desconstruída, explorando com os alunos novas formas de classificação, auxiliamos na construção de novos critérios e desenvolvimento da criatividade.
              Chamar a atenção para a forma da classificação dos objetos, dos sentimentos das emoções, também e transformar.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Alfabetização Matemática




                       Após a leitura do artigo: “Alfabetização Matemática nas séries iniciais: O que é? Como fazer?” (Revista da Universidade Ibirapuera - Sã Paulo - Edvânia Mª da Silva Lourenço, Vivian Tammy Baichi, Alessandra Carvalho Teixeira), disponibilizada através da Disciplina - Representação do Mundo pela Matemática. Percebi que minha angústia frente a aprendizagem dos alunos, que por vezes me fez queimar etapas necessárias ao desenvolvimento da aprendizagem.

                 As etapas de desenvolvimento dos alunos e de suas aprendizagens, precisam ser respeitadas e exploradas para efetivar o conhecimento. O que nos parece tão simples como o sistema decimal , se transforma em um obstáculo quando não apresentamos as possibilidades de classificação, seriação e ordenação, através de possibilidades e materiais concretos variados.

                  Conforme o referido artigo: “Aprender a escrever números requer técnica, já para aprender a somar, subtrair , multiplicar e dividir envolve raciocínio lógico-matemático”, penso que a alfabetização matemática também exige uma certa maturidade do aluno, que deve perceber e explorar possibilidades.

                        Assim apresentar ao aluno situações de classificação, seriação, ordenação, substituição são imprescindíveis na construção do raciocínio lógico-matemático.

                  Alfabetização matemática vai além da escrita do número ou do nome do número. A questão de quantidade que o número representa, ainda é pouco, a alfabetização matemática se faz na elaboração de alternativas possíveis para construção da quantidade que o número representa. A exemplo : a capacidade de pensamento reversível, é fundamental para o entendimento do sistema decimal. (Ibidem,p.49.)


                     “A criança de 6 e 7 anos está ainda em processo de construir o sistema numérico, com operação de “+1”. O sistema numérico na base decimal exige a construção mental de “1” em dez unidades e a coordenação da estrutura hierárquica de dois níveis. É impossível construir o segundo nível, quando o primeiro ainda está sendo construído. A criança não pode criar a estrutura hierárquica da inclusão numérica antes da idade de 7 ou 8 anos, que é quando seu pensamento se torna reversível.

domingo, 30 de outubro de 2016

Matemática e Interdisciplinaridade



            Refletindo sobre o material disponibilizado pelo professor Rodrigo, Seriação e Classificação percebi que diariamente trabalhamos com classificação e seriação e não exploramos o ambiente e materiais com técnica que podem contribuir em diferentes aulas. 
         Muitas vezes procuramos materiais específicos, ou construímos algum tipo de material de contagem, deixando de fazer relações com o ambiente escolar. 
             Refeitório, pátio, salas de aula são ricos em materiais para contagem, para explorar, observar e ampliar um olhar investigador em nossos alunos e em nós professores.
        Na correria do calendário escolar acabamos de nos privar da possibilidade de instigar e proporcionar aulas mais interessantes. 
             A dinâmica de um olhar calmo, apurado, pesquisador traz surpresas e ajustes ao planejamento do professor. Sabemos que orientação tem a ver com comprometimento, responsabilidade conhecimento e tempo,  na maioria das vezes apertado pelo cronograma da escola. 
            Hoje,  trabalhando com turmas do Projeto Mais Educação, tenho possibilidades, antes restritas pelo cronograma e calendário escolar. Tenho procurado exercitar o olhar e realizar atividades que possibilitem esta dinâmica.
         Matemática é vida e está em tudo, então, explorar as situações e transformá-las em histórias matemáticas é um detalhe que faz diferença na educação.