domingo, 7 de julho de 2019

Uma concepção sobre as reflexões individuais - 6

Postagem: Ética e Convivência               Data:18/09/2017


       Neste semestre as coisas não estão muito fáceis para quem trabalha em minha escola. No final de semana perdemos uma aluna para a meningite meningocócica. Depois de muitas investidas da Equipe diretiva da escola, vieram os representantes das SMS, nos dar orientações sobre o que precisaria ser feito caso suspeita de meningite se confirmasse.
       Segunda-feira de luto, escola higienizada (pelas próprias serventes da escola), durante a semana, segue angustia dos pais, alunos sem ir às aulas, mais reuniões e opiniões divididas. Acaba que na sexta-feira, após uma semana se confirma morte por meningite. Bom, o que podemos pensar sobre ética e sociedade em uma situação de vulnerabilidade como esta. Como conduta imposta pela mantenedora, os professores não devem se pronunciar. Indevidamente, colegas esperam respostas de quem não tem condições de decidir. Fica para mim a mensagem de que qualquer um poderia ter feito o que ninguém quis se responsabilizar.
       A escola está aberta, os professores aguardando alunos que não aparecem por medo.
Não podemos gerar pânico, não podemos expor o medo. Mesmo que de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, nosso medo seja infundado, não é respeitado. Afinal e contas desde quando medo precisa de fundamento, se ele é pura emoção.
      Os alunos colocaram em dia suas carteirinhas de vacinação, precisou uma tragédia para que os pais olhassem novamente a carteirinha, as pessoas da família e amigos mais próximos receberam medicação.
       Os professores seguem no aguardo dos alunos, de medicação aos que tiveram contato com a menina ou de reforço de vacina, se for o caso.
     Aos professores, se espera uma conduta ética, de não expor seus medos! 
    Então volto ao que escrevi no final de minha publicação em setembro de 2017:


Promover o entendimento do bom para o coletivo, buscando a aceitação do individual. Conforme a autora Nadja Hermann, considerar na educação as particularidades da situação e a atenção às emoções em relação à construção da moralidade, são contribuições da arte do bem viver.

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