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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Inovação na relação da escola


   

   Enquanto zapeava com o controle remoto da televisão, encontrei alguns programas sobre educação. Documentários falando sobre a “quarta revolução industrial”, termo utilizado para identificar o  fenômeno onde as novas tecnologias estão fundindo o mundo físico, biológico e digital,  transformando a maneira
da humanidade se relacionar com o trabalho. Muito mais do que acesso a informação através da internet, uma nova forma de se relacionar com o mundo através da construção de novos hábitos.
     Algumas discussões sobre a precariedade da educação brasileira, em comparação com a Finlândia, onde houve uma reforma educacional, colocando todos os alunos em escolas públicas de qualidade.Promovendo a convivência entre os filhos de trabalhadores de todos as classes financeiras, ampliando a visão de mundo e oportunidade de “se colocar no lugar do outro”.
        Depois do recesso escolar de julho.Os professores foram recebidos pela equipe diretiva com um mimo: um chá e bolo de pote, com dizeres afetuosos e otimistas: “chá de ânimo” e “tenha um doce retorno”. Um mimo delicado e gentil oferecido aos professores.
        Então, como foram recebidos nossos alunos?
     Como recebemos nossos alunos? Foi organizado pelos órgãos de participação coletiva o retorno destes estudantes?
      Será que acolher de forma fraterna e amorosa,  amor no sentido de respeito e tolerância as diferenças, poderia auxiliar no sentimento de pertencimento a escola que tanto falta aos nossos alunos?
        Sabemos o quanto ritos de passagem são importantes para todos.
        Discussões sobre inovação pedagógica existem, mas não alcançam o avanço desta revolução que acaba por segmentar ainda mais classes sociais.
      Leis são sancionadas para a garantia de direitos e inclusão dos estudantes. A implantação deste direito e inclusão, que é apresentada de forma autoritária para os docentes.
      Mais importante do que conhecer, saber utilizar ou ter ao alcance as benesses de toda esta tecnologia e inovação é a construção do aluno enquanto sujeito.
         Nem menciono aqui a possibilidade de estabelecer uma educação cidadã onde o indivíduo se sinta ativo na sociedade.
          Mais importante, é a construção do sujeito, a construção de relações, entender que nos relacionamos de várias formas, em diferentes ambientes, com diferentes pessoas, e também que tipo de relação teremos com toda esta inovação em tecnologia.
          Mais importante, é a valorização da vida e do respeito as diferenças.
         Mais importante  é entender que mudanças acontecem a todo momento e são elas que nos modificam nos constroem nos fortalecem.
       Iniciei o texto tentando refletir sobre a necessidade de boas escolas, estrutura de recursos, professores qualificados, e família presente no processo educacional. Ouvindo meus alunos, quando perguntei como eles se sentiram no retorno as aula, e propondo uma reflexão de como foram recebidos na  escola, pelos professores e colegas, passei a refletir sobre “o outro”.
      O que mais chamou a atenção dos alunos não foi a escola limpa e arrumada, mas a falta de afeto nas relações com os seus pares, a falta de acolhimento pelos próprios colegas de classe. Cada vez mais as relações se tornam agressivas, desrespeitosas e violentas.
       Precisamos recriar o significado da escola onde o aluno se sinta atingido e atingindo um objetivo coletivo.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Formação - PNAIC


              Este ano participei apenas de uma formação para  bloco de alfabetização. 
Se trata de formações do PNAIC, onde os professores tem a oportunidade de refletir sobre aprendizagem, educação, métodos.
        Inicialmente a formação se iniciou com uma leitura: Santo Guerreiro contra o Dragão da Maldade" de Rubens Alves.
        A preocupação com os índices que demonstram a ineficácia da alfabetização do município resultou em frases como estas:

"Alfabetização é tarefa conjunta da escola"
"Alfabetização é o aprendizado da língua, vivido por todas as crianças, a partir dos 6 anos, tem  que ser pensada no conjunto da escolarização de 9 anos."
"É  preciso não perde tempo."
"...todos os anos devem ser  produtivos"

         Ocorre que o número de repetência no  terceiro ano está desestruturando os conceitos passados para o bloco durante o PNAIC, ou será que os conceitos passados não foram interpretados como deveriam?  
       As crianças estão passando de ano sem uma bagagem capaz de suportar as aprendizagens  previstas.  
          Então, saímos da formação tão angustiadas quanto entramos.