segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Inclusão

        No texto Sobre Crocodilos e Avestruzes a autora, no final, nos trouxe o relato de sua experiência. Quando foi tratada por sua professora com igualdade de respeito aos demais colegas, tratando suas diferenças conforme sua real capacidade de executar as tarefas propostas. 
           Dificilmente esta conduta é adotada nas relações que se estabelecem entre professores e alunos. Muitos  professores ainda tem entendimentos contraditórios sobre a forma de tratar alunos com necessidades educacionais especiais.
            A rotina diária em minha escola acomoda alunos com diferentes laudos de inclusão. Pergunto-me constantemente onde estão as alternativas encontradas para promover as aprendizagens possíveis para estes alunos. A inclusão não ocorre apenas com a matrícula ou a frequência destes alunos, é preciso mais.
         Quando a autora menciona os a relação com a avestruz, de certa forma me identifiquei. Mesmo com um discurso que concorda com  inclusão, fiquei muito assustada com a realidade da escola que estou hoje.

       Percebi o quanto não tenho a preparação e também não estou despojada de preconceitos o suficiente para entender a inclusão. Ainda preciso de muita reflexão, conhecimento e experiência.                 Ter vinte turmas, do primeiro ao quinto ano, faz com que as manhãs e tardes sejam corridas e planejar para tantos alunos não é tarefa fácil. Mesmo com o auxílio da informática , já que sou a Professora do LABIN, não disponibiliza tempo para identificar todos os alunos pelo nome ou reconhecer suas habilidades, como eu gostaria.
         Neste ano, me vi envolvida com alunos com necessidades totalmente diferentes, procurando encontrar possibilidades de construir alternativas de aprendizagens, que promovessem a real inclusão dos alunos, infelizmente não consegui. 

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