No texto Sobre Crocodilos e
Avestruzes a autora, no final, nos trouxe o relato de sua experiência. Quando
foi tratada por sua professora com igualdade de respeito aos demais colegas,
tratando suas diferenças conforme sua real capacidade de executar as tarefas
propostas.
Dificilmente esta conduta é adotada nas relações que se estabelecem
entre professores e alunos. Muitos professores ainda tem entendimentos
contraditórios sobre a forma de tratar alunos com necessidades educacionais
especiais.
A rotina diária em minha escola
acomoda alunos com diferentes laudos de inclusão. Pergunto-me constantemente
onde estão as alternativas encontradas para promover as aprendizagens possíveis
para estes alunos. A inclusão não ocorre apenas com a matrícula ou a frequência
destes alunos, é preciso mais.
Quando a autora menciona os a
relação com a avestruz, de certa forma me identifiquei. Mesmo com um discurso que
concorda com inclusão, fiquei muito
assustada com a realidade da escola que estou hoje.
Percebi o quanto não tenho a
preparação e também não estou despojada de preconceitos o suficiente para
entender a inclusão. Ainda preciso de muita reflexão, conhecimento e experiência. Ter vinte turmas, do primeiro ao quinto ano, faz com que as manhãs e tardes sejam corridas e planejar para tantos alunos não é tarefa fácil. Mesmo com o auxílio da informática , já que sou a Professora do LABIN, não disponibiliza tempo para identificar todos os alunos pelo nome ou reconhecer suas habilidades, como eu gostaria.
Neste ano, me vi envolvida com alunos com necessidades totalmente diferentes, procurando encontrar possibilidades de construir alternativas de aprendizagens, que promovessem a real inclusão dos alunos, infelizmente não consegui.
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