Nessa semana tive oportunidade de
identificar minhas aprendizagens com os textos de filosofia. Explico: Na aula
de terça-feira, quando fazia a atividade solicitada para o texto: À Sombra desta
Mangueira, de Paulo Freire. Tive a percepção de finitude que o texto traz como
uma necessidade de buscar o conhecimento na troca com o outro ou com o meio. A
professora, explicou que a finitude relatada no texto, tinha a ver com fechamento
de um ciclo e início de outro trazido pela relação de acabado, de fim, de
morte.
A finitude trazida pelo autor com a morte da esposa, que trazia o fechamento de um ciclo e recomeço de outro. Confesso que voltei
para casa um pouco frustrada, li algumas vezes o texto, não achei um texto fácil, ao contrário denso. Percebi minha falta de entendimento
e capacidade de interpretação.
Ocorre que para mim, é muito presente para a
aprendizagem a capacidade de troca.
Então sair de mim e buscar no outro, tem a ver com o acabado em mim para
refazer com movimento de troca, com o meio com o outro, com o reconstruir.
Hoje durante a leitura do texto de Morin, As Cegueiras do Conhecimento: O Erro e a Ilusão fez com que me sentisse um
pouco melhor em relação ao entendimento da proposta da disciplina. Afinal : “O
conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo externo. Todas as
percepções são, ao mesmo tempo traduções
e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados e
codificados pelos sentidos.” (Morin, 2002).
Assim encontrei uma
alternativa, voltar a ler os texto após passar esta angústia e tentar encontrar
uma nova reflexão que se aproxime do proposto pela professora.
