sábado, 13 de julho de 2019

Uma concepção sobre reflexões individuais - 10



Iniciou novo semestre                          07/05/2017




           A escolha dessa postagem de 2017 passa por minha necessidade de agradecimento.
Durante a  apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso, à Banca Final, como em todo o curso, a generosidade de nossos Mestres em compartilhar seus conhecimentos e nos orientar na construção  de nossas reflexões, se fez presente.
                     A escrita, não deveria, mas ainda é um desafio, escrever como, para quem, em que situação. Agora pensando na dificuldade da escrita, trago a observação que do “antes da escrita”. Para construir o TCC, ou qualquer outro texto ou documento existe o “pensar sobre”, existe o conhecimento da língua escrita, existe a necessidade de entendimento, a condição de apresentar argumentos. Antes de existir a escrita no papel, existe no pensamento, na reflexão. Então quando nossa avaliadora nos auxiliou na organização de nosso pensamento, que já estava cansado e atrapalhado pela ansiedade, ocorreu a acomodação de um desequilíbrio que se perdurava em nossas mentes:

“Meninas saiam da posição de professora, dos objetivos de 

professora, agora vocês são A Pesquisadora.”

           O que antes parecia ser tão difícil entender passa a ser objeto de reflexão! Pesquisadora, me distanciar da posição de professora?
Tenho ouvido várias opiniões sobre o professor pesquisador, algumas controversas a esta premissa de ação e reflexão da ação, outras exaltando o esforço dos docentes que mesmo sem recursos apropriados, ou tempo para tanto, esforçam para alcançar uma prática que realmente dissemine o pensamento crítico, a autonomia e a construção do conhecimento.
Mesmo emocionada, me sentindo muito triste e contrariada sai desta situação diferente do que entrei (BECKER, 2012).  Carrego a certeza que não estamos prontas nunca, ainda há muito para desenvolver e aprender!
            Muito obrigada, por não desistirem da educação de qualidade que foge da doutrinação traz a coerência entre prática, discurso e fundamentação teórica.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Uma concepção sobre reflexões individuais 9



     Portfólio                                                             Data 21/02/2017



                 Busquei esta postagem por se tratar de um desejo , que tive quando estava pensando em projeto e construção de um portfólio com meus alunos sobre nossa cidade que está se remodelando, assumindo um novo visual em vários pontos da cidade. Bom, com o decorrer dos meses, e após assumir duas turmas de segundo ano, percebo por que muitas vezes se torna inviável um projeto, que nasça apenas do desejo da docente. Sem dúvidas nossa cidade está “crescendo” de desenvolvendo, mas esta percepção é muito mais significativa para mm, que tenho as lembranças do antes, do que para meus alunos que estão vivendo o agora. As lembranças da área onde hoje temos um shopping, com árvores e muita mata, fazem parte da minha infância. A proposta pode ser minha, mas a garantia do interesse de meus alunos é outra coisa. Posso sim apresentar uma proposta e até procurar motivar meus alunos, mas o respeito pela curiosidade deles é que fara desta curiosidade, epistemológica (FREIRE,2000) capaz de tornar-se aprendizagem. Para tanto a construção do portfólio, será realizada, mas o tema deste projeto não poderá ser “meu desejo”, terá que nascer da curiosidade e desejo dos alunos.

domingo, 7 de julho de 2019

Uma concepção sobre as reflexões individuais 8




O que significa mesmo perguntar?                Data: 21/02/2017



Nesta postagem fiz referência a insatisfação da docência ingênua. Fiz esta afirmação me referindo ao livro de Paulo Freire: Por uma Pedagogia da Pergunta. Agora para fundamentar o Trabalho de Conclusão de Curso, me vi as voltas novamente com as afirmações de Paulo Freire e a conduta docente. É preciso entender que uma prática reflexiva se alicerça no questionamento das possibilidades e na curiosidade que se faz epistemológica (FREIRE,2000) para gerar o conhecimento a aprendizagem do novo. Toda esta reflexão não acontece na aceitação da informação, a reflexão nasce na constância da pergunta, da dúvida, da curiosidade em produzir respostas.

FREIRE, Paulo. À Sombra Desta Mangueira. São Paulo. Olho d’ Água, p. 74 – 82. 2000.

Uma concepção sobre as reflexões Individuais - 7


Postagem: Fotografias, imagens e emoções  Data: 23/02/2017



Neste semestre com todos os preparativos para a formatura, as imagens se tornam o registro de grandes emoções e conquistas. Durante a prova de toga muitas imagens foram registradas. No dia de prova de toga as turmas foram reunidas, as alunas tentaram preservar a união por afinidade, mas o protocolo da situação acaba por algumas vezes nos unir a quem não temos toda afinidade ali representada.  Após o trabalho de um dia todo, muitas imagens registradas, depois de alguns dias disponíveis para escolha. E as imagens que não foram escolhidas, serão deletadas. As imagens selecionadas são registro de um rito de passagem. Para nós o registro de uma conquista resultado de um esforço. Como, Bresson avisava: “Não podemos copiar e revelar uma lembrança.”

Uma concepção sobre as reflexões individuais - 6

Postagem: Ética e Convivência               Data:18/09/2017


       Neste semestre as coisas não estão muito fáceis para quem trabalha em minha escola. No final de semana perdemos uma aluna para a meningite meningocócica. Depois de muitas investidas da Equipe diretiva da escola, vieram os representantes das SMS, nos dar orientações sobre o que precisaria ser feito caso suspeita de meningite se confirmasse.
       Segunda-feira de luto, escola higienizada (pelas próprias serventes da escola), durante a semana, segue angustia dos pais, alunos sem ir às aulas, mais reuniões e opiniões divididas. Acaba que na sexta-feira, após uma semana se confirma morte por meningite. Bom, o que podemos pensar sobre ética e sociedade em uma situação de vulnerabilidade como esta. Como conduta imposta pela mantenedora, os professores não devem se pronunciar. Indevidamente, colegas esperam respostas de quem não tem condições de decidir. Fica para mim a mensagem de que qualquer um poderia ter feito o que ninguém quis se responsabilizar.
       A escola está aberta, os professores aguardando alunos que não aparecem por medo.
Não podemos gerar pânico, não podemos expor o medo. Mesmo que de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, nosso medo seja infundado, não é respeitado. Afinal e contas desde quando medo precisa de fundamento, se ele é pura emoção.
      Os alunos colocaram em dia suas carteirinhas de vacinação, precisou uma tragédia para que os pais olhassem novamente a carteirinha, as pessoas da família e amigos mais próximos receberam medicação.
       Os professores seguem no aguardo dos alunos, de medicação aos que tiveram contato com a menina ou de reforço de vacina, se for o caso.
     Aos professores, se espera uma conduta ética, de não expor seus medos! 
    Então volto ao que escrevi no final de minha publicação em setembro de 2017:


Promover o entendimento do bom para o coletivo, buscando a aceitação do individual. Conforme a autora Nadja Hermann, considerar na educação as particularidades da situação e a atenção às emoções em relação à construção da moralidade, são contribuições da arte do bem viver.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Uma reflexão sobre as concepções individuais - 5



Meus preconceitos com a inclusão    02/12/2017



Ao realizar a leitura no Blog, com vista a selecionar quais seriam as postagens que iria refazer neste semestre  parei nesta sobre inclusão.
Minha intensão é a de incluir uma nova reflexão. Uma colega me questionou sobre a vontade dos professores, o desejo de ensinar, me dizendo que ela, se sentia muito contrariada em lidar com a inclusão. Dizendo que quando fez seu curso para lecionar, não recebeu qualificação para trabalhar com a inclusão, e que não estava segura com a situação de receber alunos portadores de necessidades especiais.
Disse também que quando recebeu a turma com alunos portadores de necessidades especiais, nem ao menos foi questionada em sua intensão de trabalho. Sabemos que a inclusão faz parte da legislação faz algum tempo, porém uma coisa é a legislação outra é o desejo a vontade, a intensão de trabalho dos profissionais envolvidos. Sabemos que ao escolher a profissão docente, a realidade da inclusão é ponto de discursos, técnicas e pedagogias, envolvendo muita teoria. A rotina diária  desestrutura a prática docente de vários professores, e as tais habilidades e competências tão significativas para nós professores quando falamos de aprendizagem e de alunos, se tornam inócuas se tratando de professores.
O conhecimento, a informação e o respeito devem ser compartilhados em qualquer relação, acredito que devemos estar atentos a todos envolvidos.


quarta-feira, 3 de julho de 2019

Uma reflexão sobre a evolução das concepções individuais - 04


Psicogênese Escrita dos Adultos            26/06/2018



Durante a construção do TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, trabalhei com as crianças o meio ambiente natural da escola. Como nossa escola é ampla tentei propor aos alunos um olhar observador sobre o que acontece nos ambientes naturas na busca por moradores da escola, pequenos insetos e outros bichinhos. Percebi que embora estudando no local as crianças não tinham o conhecimento de todos os espaços da escola. Depois, em conversa com uma colega que fez seu TCC, baseados na alfabetização dentro da EJA,  passei a refletir sobre como minha prática no estagio foi positiva e o conhecimento do mundo da escola, auxiliou na alfabetização de meus alunos. Isto posto passo a postagem que fiz dia 26/06/2018, sobre a psicogênese da língua escrita dos adultos. Bem se o conhecimento de mundo auxiliou meus alunos n construção de seus símbolos, da escrita, percebemos o impacto que o conhecimento de mundo tem nos adultos. Com todo seu conhecimento e suas experiências que lhes proporcionam estabelecer representações e significados, servindo de propulsores na construção de suas hipóteses de escrita.
Fica fácil perceber que sim a escrita adulta segue passos do processo de construção semelhantes a criança, o que acontece é que alguns destes passos já não nos cabem classificar por já terem sido ultrapassados. Talvez na própria infância.   

Uma reflexão sobre a evolução das concepções individuais

Postagem :  Henri Wallon   03/08/2018


Ao ler a postagem que realizei sobre Henri Wallow, e me deparando com uma situação muito singular em minha escola de suspeita de meningite, onde pais, alunos e colegas professores estão sobre a emoção e o medo.
Neste momento percebo a necessidade de manter os envolvidos informados, com situações concretas para que possam lidar com serenidade com a situação, tudo na escola parou. 
Pais alunos professores estão se sentindo incapazes de manter suas rotinas. As emoções estão falando mais alto, e cabe neste momento aos professores tentar manter uma rotina com a maior serenidade possível, entendendo as reações e buscando alternativas.
Ter a possibilidade de conhecer bases fundamentadas sobre a influência das emoções sobre o sujeito me abre ao entendimento, das reações destas pessoas deixando de lado uma visão que julga ou procura culpados, mas busca analisar.
Entender que neste momento somos sujeitos que interferem na formação de ideias, deveria ser uma de nossas premissas, infelizmente com alguns colegas envolvidos emocionalmente, não existe esta visão.


Uma reflexão sobre a evolução das concepções individuais



Postagem: Inovação pedagógica ou tecnologia digital?  12/08/2018

Na postagem  Inovação pedagógica ou tecnologia digital? apresento algumas questões sobre a dinamicidade em que a tecnologia entra na rotina da escola, por estar presente na rotina de toda uma sociedade. Muitas vezes entendida como ferramentas de uso apenas fora da escola. Acredito que esse assunto é relevante e não pode ser esgotado. Penso que apenas regras para uso da tecnologia não basta. A escola precisa sim entender como funciona, mas principalmente auxiliar a sociedade a construir éticas do uso de todas estas ferramentas disponíveis.
Quanto a resistência de alguns professore no uso da tecnologia, creio que vá de encontro com a resistência de se manter professor, conforme os ditames de sua formação de anos atrás, onde o professor sabe e o aluno aprende.
Abrir-se para novo vai de encontro com uma postura pedagógica que pressupõe que a aprendizagem é de todos os envolvidos no processo seja professor ou aluno.


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Uma reflexão sobre a evolução das concepções individuais no decorrer do curso - 01


Postagem:  Pensando sobre planejamento - 13/08/2018

Escolhi esta postagem que trata de planejamento e minha angustia sobre a situação do planejar na prática das escolas, por se tratar de um assunto que muito me desacomoda e acompanha.

Analisando a construção do texto, hoje,  o percebo confuso.
 Mistura os pontos apresentados para análise, precisei ler mais de uma vez.  Acredito que por estar muito envolvida e contrariada, na relação de construção de planejamento, não tive a imparcialidade necessária, para me colocar no lugar do leitor.
Então, estruturar os pontos que identifiquei, para argumenta-los e explorá-los poderia ter me auxiliado na construção de um texto melhor construído.
Poderia ter separado três pontos, que entendo importantes para a reflexão na construção do planejamento nas escolas:
- A forma que o planejamento é organizado situando e comparando seu desenvolvimento no tempo e espaço;
- A falta de participação efetiva dos envolvidos na construção dos instrumentos de planejamento.
- A habilidade necessária para a discussão dialógica, na definição dos objetivos.
Refletindo sobre a prática do planejar, continuo angustiada, mesmo percebendo que houve mudanças e a participação coletiva na construção do planejamento, vai crescendo sensivelmente, esta continua a me desacomodar.
Ao ler o texto : Planejamento: em busca de caminhos, de Maria Bernadete Castro Rodrigues acabei me identificando com algumas inquietações da autora, e curiosa em ler os livros sobre planejamento ali sugeridos.  Principalmente quando ela nos apresenta  as questões quanto à prática de planejar: O que queremos alcançar? A que distância estamos do que queremos alcançar?  O que faremos para alcançar? Elaboradas por  Danilo Gandim em seu livro Planejamento como prática  educativa - 1985, 
Seguindo em minha inquietude sobre planejamento, já separei a sugestão da autora como uma das próximas leituras. 



terça-feira, 5 de março de 2019

Releitura: Workshop III



Releitura: Workshop III
Linck: https://profsilgarcia.blogspot.com/2016/07/

Minha releitura sobre a postagem que fiz sobre o Workshop III  passa justamente pelo contexto avaliativo do workshop. 
No início do curso quando nos foi apresentada esta forma de avaliar, pareceu - me assustador, não estava habituada a ser avaliada desta forma.
Após a realização de tantos, percebo  de que além de avaliação é uma oportunidade. Digo oportunidade no sentido reflexivo, como elucidou Jussara Hoffmann, quando explica em seu livro: Pontos e Contrapontos do Pensar e Agir em Avaliação:
A abstração reflexionante leva à  avaliação  e o sujeito opera sobre os dados percebidos do objeto no sentido de transforma-lo  a partir das relações que estabelece.(HOFFMANN, p.14,1998)
Considerando a mesma autora quando argumenta a responsabilidade do professor no processo avaliativo, e  a abstração reflexionante que o workshop proporciona é que penso nesta modalidade de avaliação como uma oportunidade.
Inicialmente sem ter contato com esta forma de avaliar, entendia apenas como um momento. Percebo agora como um processo  que inclui variáveis como:
Planejamento, do professor  em pensar o que avaliar,  do aluno em organizar e alimentar anotações de percepções do decorrer do semestre.
Percepção do exemplo de um currículo integrado, onde podemos analisar os conteúdos oferecidos, através de diferentes concepções.
Auto avaliação onde o aluno consegue através da construção da síntese a oportunidade de se avaliar como aluno, e principalmente se colocar no lugar do aluno, quando também em sua sala de aula é preciso avaliar.
Aperfeiçoamento quando precisamos buscar novos conhecimentos para a construção da escrita e apresentação da síntese.
Este contexto de avaliação questiona e vai além de possibilidades de apresentar conhecimentos repetitivos, que pouco vão fazer interlocução com outras aprendizagens. Quando me deparo a pensar sobre a síntese de final do semestre, entendo o quanto ainda é preciso estudar e relacionar assuntos sobre a educação na formação dos professores do ensino fundamental. Penso que nos foi dada a oportunidade de entender educação como processo cognitivo, social, econômico e cultural, onde a insatisfação com o pronto deve ser uma premissa e a busca de possibilidades e alternativa uma constante.
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Referências:
Hoffmann, Jussara Maria Lerch, Pontos e Contrapontos: do Agir e Pensar em Avaliação - Porto Alegre: ed. Mediação, 1998.

sábado, 2 de março de 2019

Releitura: Música com a Turma

Releitura : Música com a Turma
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Acreditando nos benefícios da música para a aprendizagem é que solicitei a inclusão de minha turma de estágio no Coral da Escola, com a intenção de promover os benefícios da musicalidade na construção das aprendizagens de meus alunos.
 A busca por minhas postagens para releitura me fez pensar sobre os reflexos da participação de minha turma no Coral da Escola. Os ensaios nem sempre eram regulares e a música era escolhida pela professora do Coral, sendo que nem sempre existia compatibilidade com o que estávamos trabalhando, mesmo assim todos se participavam. Construímos uma pasta com as músicas trabalhadas, onde exercitávamos a compreensão leitora, realizávamos a expressão e interpretação das letras através de desenhos. A repetição de estrofes, a rima, o ritmo auxiliaram a construção de uma percepção coletiva de leitura.
Retornei a disciplina de Música na Escola para retomar algumas sugestões de trabalho com a musicalidade com os alunos.
A participação foi frutífera e pretendo continuar promovendo a participação de minhas turmas no Coral da Escola.

Releitura: Aulas de Alfabetização


Releitura: Aulas de Alfabetização
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Durante estágio, tentei  buscar subsídios e possibilidades para tornar a alfabetização interessante para meus alunos. Relendo a postagem de 28/11/2015, quando concordava com a necessidade de realizar atividades que sejam significativas para o aluno, buscando auxiliar seu conhecimento de mundo, penso estar no caminho certo.
O que me faz refletir parte  justamente o termo  “significativas”.
 O que realmente se torna significativo para o aluno a ponto de tornar efetiva a aprendizagem. Acredito que esta busca dos professores alfabetizadores passa por um olhar observador, pelo interesse do professor no mundo do aluno e na habilidade de realizar a mediação entre a construção do processo de escrita, que vai além do grafar e ler palavras/ frases/textos.
Quando em 2015, levei meus alunos ao “mundo” de Mario Quintana, através de visita ao Hotel Magestic hoje, Casa de Cultura Mario Quintana, e suas obras tentaram promover a ampliação de mundo de meu aluno, mas isto não garante o interesse de eu aluno por este mundo.
O conjunto de habilidades, competências e possibilidades que podem tornar a aprendizagem significativas, é individual, podemos perceber pelo alcance da meta de  alfabetização nos anos iniciais. Alarcão se refere ao ser-reflexivo como um processo lógico e psicológico, combinando a racionalidade lógica investigativa com à intuição a à paixão do sujeito pensante, une cognição e afetividade num ato específico, próprio do ser humano (Alarcão,1996). Assim refletir e planejar atividades que se tornem significativas, passa pelo planejamento, conhecimento e comprometimento do professor com o outro e com sua função educativa.
Continuo acreditando que atividades significativas auxiliam na construção da alfabetização, mas agora no VIII Semestre, penso em como encontrar estas atividades.
Quais as condições o professor dispõe de investigação e pesquisa? Esta investigação não passa apenas pelo professor e aluno, mas também por todo material humano e fundamentação teórica no embasamento de suas descobertas. Dificilmente atividades se tornaram  significativas por si só.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Releitura: A minoria que desafia


Releitura: A minoria que desafia
Link: https://profsilgarcia.blogspot.com/2016/05/   

Decidi comentar esta postagem por se tratar de um assunto que ficou por algum tempo fazendo parte das minhas conversas na família e também com meus colegas professores, e ainda me desestabiliza.
Além do que, agora passando cinco semestres, estando em outra escola, onde a realidade é outra quando tenho uma bagagem diferente de conhecimento e reflexão, a respeito da inclusão, gostaria de retomar minha escrita. É preciso esclarecer minha forma de ver e perceber a inclusão de alunos com necessidades especiais, porque  minha escrita confunde os dois assuntos que acabam  convergindo.
Analisando minha escrita i, percebo que deveria ter esclarecer o assunto da aula que tive com o professor, e também identificado literaturas sobre o assunto, revisto normas da língua aperfeiçoando o uso da língua portuguesa.
Passando a reflexão sobre assunto passo a transcrever alguns pontos de minha postagem.
      “Penso que estabelecer critérios, pontos de partida e chegada com a aprendizagem baliza nosso planejamento e não devemos abolir a esperança de dar a todos condições de aprendizagem de forma igualitária. O que precisamos é nos dar conta que a minoria impulsiona, faz a diferença, transforma.”

Neste trecho, onde penso que concluí, dou continuidade e faço aqui o convite para que reflitamos juntos, sobre a ingenuidade que cometi, me referindo à possibilidade de “aprendizagem de forma igualitária”. Mesmo que quiséssemos, seria difícil chegar ao consenso de que vários alunos atingem determinado fim, como a alfabetização, a forma com que chegaram a este fim, a caminhada é única de cada aluno, mesmo que o processo tenha pontos previstos que precisam ser formados para a sua construção, mesmo que tenhamos condições de avaliar os pontos do processo com avaliações diagnósticas, à caminhada é individual.
Vejo como me desenvolvi como aluna, quando tenho condições de refletir  sobre o conjunto de variáveis que formam a individualidade do processo, e também quando tomo consciência da importância de minhas intervenções e orientações, acreditando que como docente posso sim fazer a diferença.
Não me refiro apenas às questões de contato com o mundo da escrita, a maturação biológica, as estruturas cognitivas, a cultura... Todas estas questões e outras também nos constituem como seres únicos
Hoje atendo a duas turmas de segundo ano em uma dela tenho um aluno, que é meu grande desafio, ele é meu desafio não apenas por apresentar necessidades educacionais especiais, mas por oportunizar a mim como profissional entender que é preciso atendê-lo de forma qualificada e também atender a todos os outros alunos em suas características individuais, assim me desenvolvendo como profissional transformando minhas práticas.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Releitura: Conhecimento / Piaget



Releitura:Conhecimento/Piaget


Analisando a postagem sobre conhecimento/Piaget, percebo que construí um resumo confuso da  teoria que estava estudando. Na expectativa de simplificar acabei por minimizar conceitos além de não indicar referências bibliográficas que servem auxiliar em meu processo de aprendizagem.
Durante o curso vários textos abordaram a teoria de Piaget quanto a conhecimento e aprendizagem. Estamos imersas nesta teoria, mesmo sem perceber, acabo identificando situações dentro desta teoria. Estudar ainda é preciso para que eu possa além de identificar, entenda e classifique estas situações relacionando com outras teorias, observando embasamento teórico.
A função do blog em auxiliar minha caminhada nesta construção de uma docente reflexiva poderia ter sido mais bem explorada, afinal se a postagem se tratava de conhecimento e Piaget, completa-la com os conceitos de assimilação, acomodação e equilibração, demonstrariam as etapas de construção do conhecimento.
Fica a indicação de referência para a leitura e pesquisa quanto a epistemologia genética de Piaget.

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MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Releitura: Estudos Sociais - Espaço e Tempo

Releitura: Estudos Sociais - Espaço e Tempo


https://profsilgarcia.blogspot.com/2016/

Durante o estágio levei a turma para assistir a peça: O laboratório do vovô, as crianças adoraram tudo para eles foi interessante: o transporte de ônibus com as outras turmas, o trajeto que reconheciam locais por onde já haviam passado o local onde foi realizada a peça, o teatro as cadeiras, as escadas. Tudo era novidade quando pedi que descrevessem o fizeram com riqueza de detalhes. A história da peça em si, não foi tão interessante para os alunos quanto o local e trajeto.
Observo então o quanto as saídas pedagógicas, relatadas na postagem, Estudos Sociais - Espaço e Tempo contribuem para o desenvolvimento da percepção de mundo dos alunos. 
Associar esta experiência ao contexto da  disciplina de corporeidade que vem ratificar o conceito de aprender, conforme descrito no texto de Clézio José dos Santos Gonçalves: Introdução ao tema Corporeidade e vivências do aprender.
“Assim, aprender não significa mais acumular conhecimentos. Existe um consenso entre teorias pedagógicas de que é preciso contextualizar, articular informações, promover novas relações e interconexões para que aconteça uma aprendizagem significativa. Impossível separar aspectos cognitivos das expressões emocionais e sociais em todo o processo de aprendizagem.”


Releitura: Ilusão provocada pela Infância Soft

Releitura: Ilusão provocada pela infância soft
link:https://profsilgarcia.blogspot.com/2015/



Analisando a postagem “a ilusão provocada pela infância soft”, percebo que poderia ter abordado também a questão comercial que envolve a infância para a inclusão dela na sociedade, além da  ilusão alimentada pelo estereótipo angelical, a questão comercial da infância, toda está promoção do belo sugere um modelo padrão de  status. Sugiro para reflexão quanto a situação comercial que envolve o universo infantil o documentário: Criança a alma do negócio, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Releitura: Contribuindo para ampliar o conhecimento de mundo.



Releitura: Contribuindo para ampliar o conhecimento de mundo

Quando fiz esta postagem, estava atenta ao fato de que situações significativas podem auxiliar na alfabetização e no conhecimento de mundo de meu aluno.
Após estudar um pouco sob a corporeidade, entendo que proporcionar momentos significativas em saídas pedagógicas além de ampliar o conhecimento de mundo, e auxiliar na alfabetização /aprendizagem,  aguça os sentidos e auxilia o aluno a se estruturar no mundo , entendendo, proporcionando que ele se sinta parte do contexto.
Gera oportunidade, de o professor observar, interagir com as reações deste aluno em  diferentes situações, não apenas a sala de aula, amplia as possibilidades de intervenções do professor junto ao aluno,  estimula um novo posicionamento do aluno frente a diferentes  desafios.
Ouvir a uma orquestra, assistir a uma peça teatral, andar de transporte coletivo, conhecer uma nova praça. Todas estas situações estimulam o corpo e mente, necessitam de novos posicionamentos, novas formas de gerenciar os sentidos. Tomando consciência ou não do uso destes sentidos, mas trabalhando em paralelo com eles. São novos cheiros. Novas paisagens, novos sons... tudo se transforma em uma experiência inovadora, que além de estimular os sentidos do corpo cria novas emoções.
Assim a disciplina de corporeidade me mostrou que muito mais que ampliar o conhecimento de mundo do meu aluno as saídas pedagógicas exigem do meu aluno um novo posicionamento, são novas atitudes, e novas emoções aguçadas por todos os sentidos.
Em favorecimento de novos horizontes, por mais experiências sensoriais, saídas pedagógicas e experiências na escola extraio o seguinte trecho do texto: O Cérebro Social
Uma inversão sensorial e necessária para ressignificar a vida diária, acendendo como nos grandes ritos iniciáticos, a uma alteração do estado de consciência que nos obrigue a deslocar os limites em que se enjaulou nosso sistema de conhecimento.


Referência:  
O Cérebro Social. In Restrepo L. O direito À ternura. Petrópolis: Vozes, 1998.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Releitura da postagem: O currículo Construtivista da Educação Infantil






Releitura da postagem: o currículo construtivista da educação Infantil


Na ocasião da postagem, em questão tentei refletir sobre s jogos em  sala de aula suas funções e variações.
Na verdade, estudar sobre o desenvolvimento e a aprendizagem, nos faz perceber que o olhar observador imbuído de conhecimento,  nos explica o quanto o brincar está carregado de significado e aprendizagem.
Agora no VIII Semestre do curso de Pedagogia, percebo a quanto carregada de novas aprendizagens, conhecimentos, ideologias me encontro. Minha fala, já não é apenas minha fala, meu pensar também não é só meu. Trago comigo o que li tento aprender e vivenciei na troca com outras experiências. Na busca de um olhar observador que encontre respostas para o desenvolvimento de meus alunos e tenha condições de relacionar com tantas teorias que se completam ou se repelem. Passo a acreditar que o brincar nos revela, porque ele liberta emoções e atitudes sem compromisso, mostra costumes e atribuindo valor ao individual e o coletivo.
Assim posso concluir que o uso dos jogos/brinquedo deve ser abordado em diferentes maneiras na sala de aula: traz conhecimento sobre o aluno, possibilita novas aprendizagens, torna a sala de aula mais interessante e  as relações mais flexíveis. Assim as atividades lúdicas se tornam, além de um reflexo de aprendizagens um exercício para ações futuras. De acordo com Vigotsky:

"A ação numa situação imaginária ensina a criança a dirigir seu comportamento não somente pela percepção imediata dos objetos ou pelo significado dessa situação que a afeta de imediato, mas também pelo significado desta situação."

Desta forma o professor poderá se valer de todas as formas que promovem o brincar.
Em tempo, preciso comentar sobre o título da postagem que sugere de uma forma muito mais ampla a ser abordada, sendo o brincar o meio mas não o todo de um currículo construtivista.

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Referência: 
Vigotsky, Lev Semenovich, 1896-1934. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores / L. S.Vigotsky: organizadores: Michel cole...[et al.] tradução José Cipolla Neto, Luís Silveira Menna Barreto, Solange Castro Afeche – 7ª ed. – São Paulo:  Martins Fontes, 2007.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Releitura: Autor na Escola


Releitura da postagem: Autor na escola, lincada: https://profsilgarcia.blogspot.com/2015/

A intenção desta releitura é pretende observar a oportunidade de fundamentar uma prática docente.
A postagem relata uma atividade de leitura e escrita utilizando uma obra literária de poesias, tendo como autor Jairo Luiz de Souza, autor conhecido pelas crianças, que realiza frequentes visitas à escola.
 Assim como  o uso de obra do mesmo autor para uma apresentação utilizando o canto da música “O  Carteiro”.
O trabalho com poesias e músicas com autor conhecido trazem a criança a oportunidade de uma aprendizagem significativa, considerando o sistema de escrita alfabético como um sistema de representação e não um código. Assim como  comenta  Magda Soares em seu livro  Alfabetização  a Questão dos Métodos, ao citar Ferreiro (1985:12), a diferença essencial é que

[...] no caso da codificação, tanto os elementos como as relações já estão predeterminados; o novo código não faz senão encontrar uma representação diferente para os mesmos elementos e as mesmas relações. No caso da criação de uma representação, nem os elementos nem as relações estão determinados. [...]  A invenção da escrita foi m processo histórico de  construção de um sistema de representação, não um processo de codificação. (Soares 2018, p. 47 apud Ferreiro 1985: 12)

A oportunidade de estudar e planejar para as aulas durante o estágio promoveram a reflexão e a fundamentação teórica de minha prática docente. Não basta apenas buscar ações que sejam de interesse ou significativas para os alunos. Como docentes entender como estas ações significativas que promovem  a representatividade da escrita/leitura atuam para na construção da aprendizagem. 

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Referência Bibliográfica:
Soares, Magda
Alfabetização a Questão dos Métodos, 1. ed. reimpressão.- São Paulo: contexto,2018