Durante a unidade 2 da disciplina Educação de
Jovens e adultos no Brasil, refletimos sobre a psicogênese da escrita dos
adultos e suas semelhanças e diferenças quanto à escrita das crianças. Para adultos de grandes metrópoles não
existir palavras com menos de três letras, as letras não poderia repetir na
palavra, não existe o uso de artigos dentre outra características. Demonstra um
estágio evolutivo da construção da escrita se compararmos com as crianças.
Ocorrer apenas garatujas já não é o comum, considerando todo o contato que se
aluno adulto tenha com a escrita, mesmo que apenas sob o “olhar”. Já a criança geralmente está iniciando o seu perceber, além de sua caminhada ser mais curta para desenvolver
suas hipóteses, também seu tempo de permanência nessas hipóteses vai se
estabelecendo conforme o contato, as inferências e o significado que este
processo terá para ela.
Observando em uma entrevista que fiz com uma docente que trabalha com crianças e adultos, já faz 30 anos. Quando perguntei como se sentia a diferença em dar aulas para as crianças e para os
adultos. Ela me disse:
- As crianças eu vou auxiliando a descobrir coisas
novas, os adultos eu vou auxiliando a
encontrar dentro deles o que foi perdido, é preciso auxiliá-los a cavoucar em suas mentes o que já tinham
conhecimento mas que darão um novo significado.
Creio que considerando tais situações trazer a realidade de
vida dos alunos para dentro da sala de aula, promover o contato significativo com o mundo da escrita faz
toda a diferença na construção da alfabetização e letramento.
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