Releitura: Workshop III
Linck: https://profsilgarcia.blogspot.com/2016/07/
Minha releitura sobre a postagem
que fiz sobre o Workshop III passa
justamente pelo contexto avaliativo do workshop.
No início do curso quando nos
foi apresentada esta forma de avaliar, pareceu - me assustador, não estava
habituada a ser avaliada desta forma.
Após a realização de tantos, percebo de que além de avaliação é uma
oportunidade. Digo oportunidade no sentido reflexivo, como elucidou Jussara
Hoffmann, quando explica em seu livro: Pontos e Contrapontos do Pensar e Agir
em Avaliação:
A abstração reflexionante leva à avaliação
e o sujeito opera sobre os dados percebidos do objeto no sentido de
transforma-lo a partir das relações que
estabelece.(HOFFMANN, p.14,1998)
Considerando a mesma autora
quando argumenta a responsabilidade do professor no processo avaliativo, e a abstração reflexionante que o workshop
proporciona é que penso nesta modalidade de avaliação como uma oportunidade.
Inicialmente sem ter contato com
esta forma de avaliar, entendia apenas como um momento. Percebo agora como um
processo que inclui variáveis como:
Planejamento, do professor em pensar o que avaliar, do aluno em organizar e alimentar anotações de
percepções do decorrer do semestre.
Percepção do exemplo de um currículo
integrado, onde podemos analisar os conteúdos oferecidos, através de diferentes
concepções.
Auto avaliação onde o aluno
consegue através da construção da síntese a oportunidade de se avaliar como
aluno, e principalmente se colocar no lugar do aluno, quando também em sua sala
de aula é preciso avaliar.
Aperfeiçoamento quando precisamos
buscar novos conhecimentos para a construção da escrita e apresentação da síntese.
Este contexto de avaliação
questiona e vai além de possibilidades de apresentar conhecimentos repetitivos,
que pouco vão fazer interlocução com outras aprendizagens. Quando me deparo a
pensar sobre a síntese de final do semestre, entendo o quanto ainda é preciso
estudar e relacionar assuntos sobre a educação na formação dos professores do
ensino fundamental. Penso que nos foi dada a oportunidade de entender educação
como processo cognitivo, social, econômico e cultural, onde a insatisfação com
o pronto deve ser uma premissa e a busca de possibilidades e alternativa uma
constante.
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Referências:
Hoffmann, Jussara Maria Lerch, Pontos e Contrapontos: do Agir e Pensar em Avaliação - Porto Alegre: ed. Mediação, 1998.
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