quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Brasileiros - Conhecer para Valorizar



Durante este semestre, para meu espanto,  estou me percebendo preconceituosa.
Logo eu que sempre tentei e achei que respeitava as diversidades.
Minha forma de pensar a respeito do outro enquanto grupo produtor de cultura, esta sendo desconstruída. Passo a perceber a pluralidade de grupos e  costumes que acabamos por classificar e estabelecer uma única forma de pensar a respeito.
Na aula presencial de 03/10, discutíamos sobre a questão indígena então uma colega falou que os índios já estavam aqui e nó chegamos depois, ou algo parecido. Entendi o quanto na tentativa de desfazer o preconceito agir e falar de forma politicamente correta, acabamos por nos colocar de fora.
Precisamos entender quando usar o nós e o ele, estes pronomes falam muito a respeito do que pensamos e de quem somos.  Não chegamos aqui, nascemos aqui, tenho menos que 500 anos. Também meus colegas, amigos, vizinhos, alunos todos nascemos aqui.
Parece que assumir o país como nosso e entender que somos responsáveis por nossa relação com o outro e com meio em que vivemos é o que nos falta. Conhecer nossa história, entender de onde viemos nos constitui enquanto pessoa que pertence a um grupo fortalece relações estabelece hábitos, cultural. Todo este interesse em conhecer em se fazer conhecer deve ser promovido para o entendimento que este “barco” é nosso. Não podemos fragmentar uma nação, um povo. Um os depoimentos no vídeo Povos Indígenas: Conhecer para Valorizar,

 onde diz que foi preciso para os índios conhecer também “nossa” cultura para poder ajudar a cultura indígena, reflete bem como este grupo mantém viva sua história. A forma como ele se referiu à escola, sabendo exatamente qual o objetivo do índio frequentar a escola,  também me fez pensar. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Ética / Convivência


                        "A ética tem a ver com o modo como os relacionamos uns com os outros"
(Márcia Tiburi)




Na atividade  dois de Filosofia, encontramos um convite a refletir sobre como estamos passando para nosso aluno as questões de convivência , se baseados em uma moral, oriunda de hábitos e atitudes nem sempre honrosos ou convidamos nossos alunos para uma reflexão dialógica sobre a construção de nossos hábitos e atitudes.
A construção de uma sociedade ética precisa ser permeada pela reflexão/ação/reflexão.

Promover o entendimento do bom para o coletivo, buscando a aceitação do individual. Conforme a autora Nadja Hermann, considerar na educação as particularidades da situação e a atenção às emoções em relação à construção da moralidade, são contribuições da arte do bem viver.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Inovação na relação da escola


   

   Enquanto zapeava com o controle remoto da televisão, encontrei alguns programas sobre educação. Documentários falando sobre a “quarta revolução industrial”, termo utilizado para identificar o  fenômeno onde as novas tecnologias estão fundindo o mundo físico, biológico e digital,  transformando a maneira
da humanidade se relacionar com o trabalho. Muito mais do que acesso a informação através da internet, uma nova forma de se relacionar com o mundo através da construção de novos hábitos.
     Algumas discussões sobre a precariedade da educação brasileira, em comparação com a Finlândia, onde houve uma reforma educacional, colocando todos os alunos em escolas públicas de qualidade.Promovendo a convivência entre os filhos de trabalhadores de todos as classes financeiras, ampliando a visão de mundo e oportunidade de “se colocar no lugar do outro”.
        Depois do recesso escolar de julho.Os professores foram recebidos pela equipe diretiva com um mimo: um chá e bolo de pote, com dizeres afetuosos e otimistas: “chá de ânimo” e “tenha um doce retorno”. Um mimo delicado e gentil oferecido aos professores.
        Então, como foram recebidos nossos alunos?
     Como recebemos nossos alunos? Foi organizado pelos órgãos de participação coletiva o retorno destes estudantes?
      Será que acolher de forma fraterna e amorosa,  amor no sentido de respeito e tolerância as diferenças, poderia auxiliar no sentimento de pertencimento a escola que tanto falta aos nossos alunos?
        Sabemos o quanto ritos de passagem são importantes para todos.
        Discussões sobre inovação pedagógica existem, mas não alcançam o avanço desta revolução que acaba por segmentar ainda mais classes sociais.
      Leis são sancionadas para a garantia de direitos e inclusão dos estudantes. A implantação deste direito e inclusão, que é apresentada de forma autoritária para os docentes.
      Mais importante do que conhecer, saber utilizar ou ter ao alcance as benesses de toda esta tecnologia e inovação é a construção do aluno enquanto sujeito.
         Nem menciono aqui a possibilidade de estabelecer uma educação cidadã onde o indivíduo se sinta ativo na sociedade.
          Mais importante, é a construção do sujeito, a construção de relações, entender que nos relacionamos de várias formas, em diferentes ambientes, com diferentes pessoas, e também que tipo de relação teremos com toda esta inovação em tecnologia.
          Mais importante, é a valorização da vida e do respeito as diferenças.
         Mais importante  é entender que mudanças acontecem a todo momento e são elas que nos modificam nos constroem nos fortalecem.
       Iniciei o texto tentando refletir sobre a necessidade de boas escolas, estrutura de recursos, professores qualificados, e família presente no processo educacional. Ouvindo meus alunos, quando perguntei como eles se sentiram no retorno as aula, e propondo uma reflexão de como foram recebidos na  escola, pelos professores e colegas, passei a refletir sobre “o outro”.
      O que mais chamou a atenção dos alunos não foi a escola limpa e arrumada, mas a falta de afeto nas relações com os seus pares, a falta de acolhimento pelos próprios colegas de classe. Cada vez mais as relações se tornam agressivas, desrespeitosas e violentas.
       Precisamos recriar o significado da escola onde o aluno se sinta atingido e atingindo um objetivo coletivo.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Salão UFRGS 2017: XIII SALÃO DE ENSINO DA UFRGS.

Durante a aula presencial de Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental, fomos convidadas a participar do processo de seleção para apresentação de trabalhos no Salão UFRGS 2017: XIII SALÃO DE ENSINO DA UFRGS.
Trata-se do texto PEAD e a Docência de uma professora Alfabetizadora, que escrevi e foi revisado pela professora Larisa, postado neste blog.
Já sabia deste processo, mas foi durante a aula presencial que criei coragem de tentar.
Não fui selecionada, mas a coragem acho que continua. 
De qualquer modo a possibilidade de submeter meu texto e ter uma devolutiva motivadora de minha orientadora, foi muito gratificante.  
As disciplinas  Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental, auxiliaram a entender um pouco mais todo este processo democrático que está acontecendo nas escolas e era tão diferente quando eu alfabetizava anos atrás.
Muito obrigada equipe do PEAD, sempre disposta a nos motivar e auxiliar a construção de nossa docência. Muito obrigada professora Larisa.
O PEAD e a DOCÊNCIA de uma professora alfabetizadora

Autora: Silvana Garcia
Orientadora: Larisa da Veiga Vieira Bandeira


Fui professora alfabetizadora durante os anos de 1996 até 2003, trabalhando com turmas de primeira série. A tarefa de alfabetizar era minha, ensinar a ler escrever compreender frases e pequenos textos, fazer contas resolver “probleminhas”, testes de leituras realizadas pela supervisora da escola, que dava o aval final para a progressão do aluno para a próxima série. Depois de doze anos de intervalo, volto, a exercer a docência com turmas de primeiro ano em 2015. Agora, a tarefa de alfabetizar os alunos, não é apenas minha. Divido esta tarefa com outras professoras do Bloco de Alfabetização, que trabalham em conjunto por três anos. O entendimento de alfabetização se modifica, e se pensa nela como um processo extensivo para as crianças de seis anos de idade, e que deve contemplar as crianças que estão em salas Atendimento Educacional Especializado (AEE) e/ou escolas especiais, participando ativamente da rotina, incluídas em salas de aula regulares. Eu era então, uma professora alfabetizadora com métodos do século XIX, exercendo a docência no século XXI. Diante deste contexto o PEAD /UFRGS, Curso de Pedagogia na modalidade de educação a distância, que é oferecido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul é fundamental para o processo de minha constituição docente. A formação proposta pelo curso leva a constante reflexão promovendo minha reconstrução e ressignificação e auxilia com suas metodologias interativas a transpor barreiras, apresentadas pelo uso da tecnologia, necessidade de adequação a legislação e principalmente a entender esta relação democrática que se estabelece entre professor e aluno e com a comunidade escolar, pautada pelo respeito e conhecimento. Atualmente ficamos sujeitos na educação ao imediatismo, as informações disponíveis nas mídias são inúmeras, porém, muitas vezes, sem real significado, muita informação pouca sabedoria (Bauman, 2015). Ontem tínhamos objetivos claros, propósitos pré-definidos e determinados e executávamos nossas tarefas, hoje a relatividade e adequação são situações reais e constantes na educação, os planejamentos são coletivos e as decisões devem ser compartilhadas. Um dos conceitos trabalhado no quinto eixo (2017/1), na segunda edição do Curso, na interdisciplina de Gestão e Organização da Educação foi gestão escolar, como qual foi possível refletir sobre as escolas nas quais já trabalhei, onde diretoras eram indicadas e hoje são eleitas. A democracia na gestão escolar se trata de uma conquista, de um exercício diário e é prevista pela Lei de Diretrizes e Bases de 1996, em seu artigo 14. Inicialmente diretores eram indicados, já vi professores eleitos por favores prometidos. Os Órgãos colegiados colaboram para este processo e também estão aprendendo a exercer as suas atribuições. Conselhos Escolares, Grêmios estudantis, Associação de Pais e Mestres compõe uma comunidade envolvida na formação escolar, contribuindo, sugerindo, deliberando, dividindo responsabilidades com o Estado. Cabe lembrar aqui que esta medida de descentralização e autonomia, também reduz gastos públicos e desobriga o Estado (Libâneo – 2007). Espero estarmos caminhando rumo à eleição por competência e habilidade em gestão. Então, após 21 anos exercendo a função de docente no Município, passo a ter conhecimento do que seria a terceirização da Educação infantil, através de escolas infantis, onde o grupo docente é contratado através de associações, sem os direitos adquiridos pelos profissionais da educação. Toda a percepção que estou adquirindo, não seria possível sem esta formação e reciclagem que o PEAD oferece que motiva os professores que estão em sala de aula, diante às dificuldades diárias e de se conhecer como sujeitos, descobrindo suas potencialidades, através de novas ferramentas, de leituras diárias e da sistematização de uma rede de professores capazes de dividir experiências, transpor barreiras, realizar intervenções, refletir, e propor outras estratégias de atuação docente.

domingo, 25 de junho de 2017

Seminário sobre Desenvolvimento e Incentivo à Pesquisa na Escola - IFRS

 No dia 06 de junho, participei de uma formação oferecida aos professores do município de Canoas através do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia – Campus Canoas, trata-se do Seminário sobre Desenvolvimento e Incentivo à Pesquisa na Escola.
Foram oferecidas duas palestras ministradas pela professora Drª Rita de Cássia Dias Costa – Pedagoga; “ Pesquisas em sala de aula: Aprendizagens e Reflexões” e “Feiras Escolares: a arte de reinventar-se”.
Na verdade foi relato de experiências de uma professora que trabalha com pesquisa através de Projeto de Aprendizagem, com os alunos do ensino médio do IFRS – Campus Sapiranga.
Passo a passo ela foi relatando o desenvolvimento da pesquisa dos alunos, seus limitadores e o quanto o olhar observador e a organização do professor ao orientar, seus alunos, fazem a diferença para a consolidação deste tipo de metodologia.
Rotinas comuns de sala de aula e situações cotidianas que as vezes pensava que era só comigo, que acontece, foram abordadas de forma natural ao desenvolvimento da aprendizagem. Como a escolha imprópria de alguns projetos, por sua própria natureza, ou situações inviáveis, a construção de um homem de ferro como do filme, por exemplo, seria uma delas. Como deixar o aluno perceber a limitações e dificultadores de seu projeto, flexibilizar rotinas e horários em função da execução dos projetos.
A importância da feira como ponto alto do projeto, onde os alunos têm a oportunidade de mostrar e compartilhar tanto o projeto concluído como o processo de criação.
Compartilhar experiências, conhecimentos usar a curiosidade do aluno como instrumento motivador faz parte desta metodologia de aprendizagem, que utiliza a pesquisa como norteadora para a construção de uma nova forma de desenvolvimento da educação.
Não se trata do uso da pesquisa apenas como método ou recurso esporádico e sim como base para uma  formação interdisciplinar.


sábado, 17 de junho de 2017

Troca como produtora de aprendizagem

    
     
            Durante as atividades referentes a disciplina Psicologia na Vida Adulta, fui me apropriado de novos conhecimentos referentes as funções do cérebro.
       Após algumas leituras, quando penso em aprendizagem me reporto a "troca" seja nas intervenções com o meio, na relação com o outro ou nas conexões neurais, descargas elétricas, sinapses; identifico a importância da troca como produtora do novo.
            Fica mais simples, para entender a comparação entre o desenvolvimento cognitivo de Piaget, e o modelo de funções executivas de Fuster. Onde as funções cognitivas do córtex pré-frontal, são transações neurais que ocorrem entre e intra redes cognitivas do cérebro (cognits), e acabam por constituir a percepção, atenção, memória, inteligência e linguagem.
           Funções estas, que interagem com o meio ambiente do indivíduo formando a aprendizagem que não ocorre sem memória, percepção, linguagem inteligência e atenção.
             Entendo como uma relação de interdependência que produz aprendizagem.




Referencia Bibliográfica:

Revista Eletrônica em Psicologia e Epistemologia Genéticas - Volume 6 Número Especial - Novembro/2014 www.marilia,enesp.br/scheme