domingo, 29 de janeiro de 2017

Classificação



           Durante a realização das atividades do semestre, fui entendendo o quanto é importante o professor apresentar diferentes possibilidades de classificação para os alunos.
                  O ato de classificar, está presente em nosso dia a dia.
                  Tudo é classificado!
                  Seja a noite o dia, o quente o frio, grande pequeno.
               Nas atividades com minha turma do Projeto Mais Educação, pensei que atividades simples como guardar sucatas em caixas, fosse realizada pelos alunos com facilidade, engano meu.
        Minha ideia, era que os alunos conhecessem todo o material disponível, classificassem nas caixas para que usassem em outras atividades. Inicialmente deixei que manuseassem o material e definissem como separariam.
          Os alunos não sabiam como iniciar, nem como estabelecer critérios para classificação dos materiais. Muito me chamou atenção, pois esta tarefa foi realizada com alunos de 10 a 14 anos. Precisei intervir várias vezes. Percebi que os alunos estavam condicionados a organizar/classificar conforme orientação prévia, quando inicialmente propus a tarefa e deixei que eles criassem as formas de classificar as sucatas, vários alunos manuseavam os materiais e os colocavam no mesmo lugar que tinham pego.
              Um ou dois dos alunos do grupo, tomaram a frente da tarefa e delegaram aos outros como deveria ser realizado a classificação para a organização do material.
              No meio em que vivemos encontramos tudo classificado, em nossa casa, nas lojas, no mercado e assim por diante. Cada vez é menor o esforço mental para a classificação e organização, encontramos tudo muito pronto.
               Até mesmo os brinquedos obedecem ao grupo de personagens, são separados nas lojas por idade etc.
              Penso em classificar como um exercício da habilidade de observar e refletir que deve ser explorada e instigada pelos educadores.
            A classificação condicionada deve ser desconstruída, explorando com os alunos novas formas de classificação, auxiliamos na construção de novos critérios e desenvolvimento da criatividade.
              Chamar a atenção para a forma da classificação dos objetos, dos sentimentos das emoções, também e transformar.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Visita Museu da História da Medicina do Rio Grande do Sul



                           Durante as férias passadas visitei o Museu de História da Medicina de Porto Alegre, em visitação prévia para levar meus alunos.
                         Convidei meus filhos de 21 e 15 anos para me acompanharem. Meu filho mais novo foi muito contrariado. Não queria passar um dia de verão , em um museu. Decidi fazer a visita quando soube que trabalharia na Coordenação da Educação de Jovens e Adultos , na minha escola.
                         Durante a visita prévia tivemos uma ótima orientação dos monitores do Museu, melhor ainda, quando descobria que o Museu disponibiliza o transporte para turmas de trinta alunos por escola, uma vez que nem todos os alunos participam de saídas pedagógicas por não terem condições financeiras. Adorei o passeio meu filho que resistiu em fazer a visita também adorou.                                  Então era só levar os alunos na data agendada, que tudo daria certo.
                        Quando iniciou o ano letivo, sugeri o passeio disse que já tinha pré-agendado a data para a visita, os professores só teriam que trabalhar o assunto. Inicialmente os professores gostaram da ideia. Quando se aproximou da data, os professores não queria acompanhar os alunos a visita, nem mesmo a professora de Ciências que já havia trabalhado o conteúdo. Os alunos já haviam providenciado as autorizações alguns, trocado o horário de trabalho , para poder participar. Infelizmente, o passeio foi cancelado com as turmas da EJA e passado para a turma de oitavo ano da escola.
                          Foi para mim uma situação muito frustrante, descobri que mesmo trabalhando com os alunos todas as noites, os professores não confiam nos seus alunos e tem medo deles.

                           Claro que tive saídas pedagógicas bem sucedidas com os alunos, até porque acredito no impacto que estas visitas causam na aprendizagem. No caso desta saída que programei percebi que qualquer saída deve ser previamente trabalhado seja com os alunos, seja com os professores.  

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Alfabetização Matemática




                       Após a leitura do artigo: “Alfabetização Matemática nas séries iniciais: O que é? Como fazer?” (Revista da Universidade Ibirapuera - Sã Paulo - Edvânia Mª da Silva Lourenço, Vivian Tammy Baichi, Alessandra Carvalho Teixeira), disponibilizada através da Disciplina - Representação do Mundo pela Matemática. Percebi que minha angústia frente a aprendizagem dos alunos, que por vezes me fez queimar etapas necessárias ao desenvolvimento da aprendizagem.

                 As etapas de desenvolvimento dos alunos e de suas aprendizagens, precisam ser respeitadas e exploradas para efetivar o conhecimento. O que nos parece tão simples como o sistema decimal , se transforma em um obstáculo quando não apresentamos as possibilidades de classificação, seriação e ordenação, através de possibilidades e materiais concretos variados.

                  Conforme o referido artigo: “Aprender a escrever números requer técnica, já para aprender a somar, subtrair , multiplicar e dividir envolve raciocínio lógico-matemático”, penso que a alfabetização matemática também exige uma certa maturidade do aluno, que deve perceber e explorar possibilidades.

                        Assim apresentar ao aluno situações de classificação, seriação, ordenação, substituição são imprescindíveis na construção do raciocínio lógico-matemático.

                  Alfabetização matemática vai além da escrita do número ou do nome do número. A questão de quantidade que o número representa, ainda é pouco, a alfabetização matemática se faz na elaboração de alternativas possíveis para construção da quantidade que o número representa. A exemplo : a capacidade de pensamento reversível, é fundamental para o entendimento do sistema decimal. (Ibidem,p.49.)


                     “A criança de 6 e 7 anos está ainda em processo de construir o sistema numérico, com operação de “+1”. O sistema numérico na base decimal exige a construção mental de “1” em dez unidades e a coordenação da estrutura hierárquica de dois níveis. É impossível construir o segundo nível, quando o primeiro ainda está sendo construído. A criança não pode criar a estrutura hierárquica da inclusão numérica antes da idade de 7 ou 8 anos, que é quando seu pensamento se torna reversível.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Rubem Alves - O Professor dos Espantos


“Eu tive um caso de amor com a vida”

“Medo de me faltar as palavras”

Colégio/solidão
Igreja/Comunidade
Fé metafísica/ fé política


E se e estivesse no palco, todas as humilhações seriam jogadas fora!

Mundo acadêmico é um lugar perigoso, dá medo, é muito difícil!

“A primeira tarefa da educação é ensinar a ver...é através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo.”

Eu, acho que só existe um jeito de aprender a língua... você tem que ouvir.


Mas como? Mas como? Você pensa para 

entender!


Mundo universitário me amedrontava, por prudência, optei pelo silêncio.


Mas, nas nossas escolas, não há desenvolvimento da sensibilidade!


              Arte em agrupar as palavras, construir frases e tocar os corações, expor sentimentos, sugerir práticas educacionais de forma encantadora.
             Assistindo ao vídeo O Professor dos Espantos, percebo respeito com o outro, respeito com o conhecimento, com a inteligência, com o sentimento, uma admiração pela vida que existe no outro.
               De forma inteligente, clara e sincera: sugere, relaciona instiga e envolve. Apresenta a docência com a possibilidade de encantar de espantar, de "esperançar"!



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Estudos Sociais - Espaço e Tempo




Livros de Jorge Amado , o aluno Tiago trouxe para escola
 para mostrar aos colegas, os livros que o avô gosta de ler !

     Durante as atividades relativas a Espaço e Tempo de Estudos Sociais , exercitei uma reflexão sobre ações que realizo com meus alunos, através de um vértice embasado formalmente.
     Como trabalho com o bloco de alfabetização acredito em atividades que tenham significado para o aluno.
     As séries iniciais, para muitos alunos é o primeiro contato com o mundo através do seu próprio olhar. Sem a inferência imediata da família. E onde a criança exercita o convívio social e coloca em prática sua percepção de mundo.
     Importante que o professor apresente possibilidades, instigue a imaginação  oriente seu aluno na tarefa de compreender conceitos de tempo, percepção de continuidade, diferenças culturais.
     Conforme Piaget “...o desenvolvimento do raciocínio se processa a partir de tentativas – e - erros ...” , assim desenvolvendo o raciocínio, sustentando argumentos considerando variáveis a criança vai estabelecendo relações com o conhecimento. A tarefa de orientar a criança a se colocar no lugar do outro, passa a ser também tarefa do professor.

     Proporcionar ao aluno, visitas a locais onde a criança possa ter contato com objetos do passado, fotografias, músicas, ou espaços culturais, proporciona uma visão ampliada de espaço e tempo. Possibilita o exercício da imaginação e curiosidade.
      Construir o conhecimento em relação a sua própria história deve ir além da família ou dos muros da escola. Neste contexto é importante a prática de professor observador de modo a auxiliar o aluno na construção de uma identidade questionadora que busca várias histórias a respeito de um mesmo fato.
     Somente em sociedades fechadas há uma “história verdadeira” do passado, de um país e isso é construído politicamente, aberto a manipulação e nega a identidade individual. (Cooper)



Apresentação sobre a profissão de carteiro
Visita a Casa de Cultura Mario Quintana
 
Visita a Feira do Livro

Visita da avó da aluna Maria, para contar como eram
as festas juninas , do tempo que era criança.



domingo, 30 de outubro de 2016

Matemática e Interdisciplinaridade



            Refletindo sobre o material disponibilizado pelo professor Rodrigo, Seriação e Classificação percebi que diariamente trabalhamos com classificação e seriação e não exploramos o ambiente e materiais com técnica que podem contribuir em diferentes aulas. 
         Muitas vezes procuramos materiais específicos, ou construímos algum tipo de material de contagem, deixando de fazer relações com o ambiente escolar. 
             Refeitório, pátio, salas de aula são ricos em materiais para contagem, para explorar, observar e ampliar um olhar investigador em nossos alunos e em nós professores.
        Na correria do calendário escolar acabamos de nos privar da possibilidade de instigar e proporcionar aulas mais interessantes. 
             A dinâmica de um olhar calmo, apurado, pesquisador traz surpresas e ajustes ao planejamento do professor. Sabemos que orientação tem a ver com comprometimento, responsabilidade conhecimento e tempo,  na maioria das vezes apertado pelo cronograma da escola. 
            Hoje,  trabalhando com turmas do Projeto Mais Educação, tenho possibilidades, antes restritas pelo cronograma e calendário escolar. Tenho procurado exercitar o olhar e realizar atividades que possibilitem esta dinâmica.
         Matemática é vida e está em tudo, então, explorar as situações e transformá-las em histórias matemáticas é um detalhe que faz diferença na educação.



Poesia

       


            Durante a aula presencial de Estudos Sociais, o professor solicitou uma poesia. Já não lembro quando foi a última vez que realizei a tarefa de construir uma poesia, já que não sou escritora ou poeta,  tenho muita dificuldade e medo de escrever. 
       Gostei. Interessante associar a tarefa escolar uma atividade tão leve e impensada para o momento.
         Quando terminei, percebi infelizmente meus dessabores como educadora, logo eu que gosto muito de estar no ambiente escolar, me sinto feliz ao lado dos alunos, carrego uma angústia sobre o futuro da educação que assola a alma.




Educação...


Presunçosa, apaixonada sem medida

Transforma e mobiliza

Na decepção dos desencontros, em um tempo

Onde tudo é veloz, encontrasse perdida.

Reestruturando vai se movendo

Ainda sem definição de caminhos, sem ilusão do encontro

Traz …acontece e influi... sem certeza de como será.

Na lembrança em sua importância tenta esperançosa

Na realidade da intolerância do cansaço e do medo

Acolhe e tenta mais uma vez

Aos poucos se adapta, com receio de deixar o que é medido

Vai acolhendo e alterando seus objetivos

Cadernos livros coloridos,

Vídeos, tecnologia

Artes, metodologia

Brincadeiras e cantorias...