Durante as férias
passadas visitei o Museu de História da Medicina de Porto Alegre, em
visitação prévia para levar meus alunos.
Convidei meus filhos
de 21 e 15 anos para me acompanharem. Meu filho mais novo foi muito
contrariado. Não queria passar um dia de verão , em um museu.
Decidi fazer a visita quando soube que trabalharia na Coordenação
da Educação de Jovens e Adultos , na minha escola.
Durante a visita
prévia tivemos uma ótima orientação dos monitores do Museu,
melhor ainda, quando descobria que o Museu disponibiliza o transporte
para turmas de trinta alunos por escola, uma vez que nem todos os
alunos participam de saídas pedagógicas por não terem condições
financeiras. Adorei o passeio meu filho que resistiu em fazer a
visita também adorou. Então era só levar os alunos na data
agendada, que tudo daria certo.
Quando iniciou o
ano letivo, sugeri o passeio disse que já tinha pré-agendado a data
para a visita, os professores só teriam que trabalhar o assunto.
Inicialmente os professores gostaram da ideia. Quando se aproximou da
data, os professores não queria acompanhar os alunos a visita, nem
mesmo a professora de Ciências que já havia trabalhado o conteúdo.
Os alunos já haviam providenciado as autorizações alguns, trocado
o horário de trabalho , para poder participar. Infelizmente, o
passeio foi cancelado com as turmas da EJA e passado para a turma de
oitavo ano da escola.
Foi para mim uma
situação muito frustrante, descobri que mesmo trabalhando com os
alunos todas as noites, os professores não confiam nos seus alunos e
tem medo deles.
Claro que tive
saídas pedagógicas bem sucedidas com os alunos, até porque
acredito no impacto que estas visitas causam na aprendizagem. No caso
desta saída que programei percebi que qualquer saída deve ser
previamente trabalhado seja com os alunos, seja com os professores.

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