quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Desenvolvimento cognitivo


Durante o modulo 4 da disciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II,  precisei ler reler, assistir os vídeos e refletir sobre nossas aulas presenciais.
Nada fácil assimilar os conhecimentos a respeito de uma teoria. Conceitos dependem de interpretação, de (re)significado de expressões e palavras. Demonstrações, comparações são inevitáveis. E quando pensamos que está tudo acomodado vem o tal desequilíbrio e nos apresenta uma nova curiosidade, uma nova necessidade de desequilíbrio. Descobrimos que esta vontade, este querer aprender, é nosso, é humano é o que nos torna seres inteligentes.
Não se daria o conhecimento, se já não tivéssemos atingido a maturação adequada para a aprendizagem, se não tivéssemos disponíveis para a troca de experiências, se não convivêssemos em sociedade, se não houvesse conhecimento anterior para interagir com o novo.


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Inclusão

        No texto Sobre Crocodilos e Avestruzes a autora, no final, nos trouxe o relato de sua experiência. Quando foi tratada por sua professora com igualdade de respeito aos demais colegas, tratando suas diferenças conforme sua real capacidade de executar as tarefas propostas. 
           Dificilmente esta conduta é adotada nas relações que se estabelecem entre professores e alunos. Muitos  professores ainda tem entendimentos contraditórios sobre a forma de tratar alunos com necessidades educacionais especiais.
            A rotina diária em minha escola acomoda alunos com diferentes laudos de inclusão. Pergunto-me constantemente onde estão as alternativas encontradas para promover as aprendizagens possíveis para estes alunos. A inclusão não ocorre apenas com a matrícula ou a frequência destes alunos, é preciso mais.
         Quando a autora menciona os a relação com a avestruz, de certa forma me identifiquei. Mesmo com um discurso que concorda com  inclusão, fiquei muito assustada com a realidade da escola que estou hoje.

       Percebi o quanto não tenho a preparação e também não estou despojada de preconceitos o suficiente para entender a inclusão. Ainda preciso de muita reflexão, conhecimento e experiência.                 Ter vinte turmas, do primeiro ao quinto ano, faz com que as manhãs e tardes sejam corridas e planejar para tantos alunos não é tarefa fácil. Mesmo com o auxílio da informática , já que sou a Professora do LABIN, não disponibiliza tempo para identificar todos os alunos pelo nome ou reconhecer suas habilidades, como eu gostaria.
         Neste ano, me vi envolvida com alunos com necessidades totalmente diferentes, procurando encontrar possibilidades de construir alternativas de aprendizagens, que promovessem a real inclusão dos alunos, infelizmente não consegui. 

Professor tem que estar em movimento






        Este movimento se torna mais claro cada dia de aula, a cada leitura, a cada atividade. Nossa postura vai se modificando e vamos estabelecendo uma nova conduta frente ao conhecimento e suas formas de expressão.
         A curiosidade vai ocupando espaço e tornando nossas dúvidas em ações que buscam alternativas, frente o desafio docente. Deixa claro que é preciso participar, conhecer e buscar alternativas.
        Toda legislação referente a educação democrática, vista no semestre passado, que promovem a participação coletiva e universalização da educação, plantou uma semente  e me levou a querer participar de forma mais efetiva. Esta bagagem, me deu  coragem para participar de novos desafios, me inscrevi para participar do Fórum Municipal de Educação- FME
        Hoje tivemos a Primeira reunião ordinária  do FME.
        Então,  represento o espaço dos estudantes de ensino superior - UFRGS, como titular e encontro uma colega do PEAD - Porto Alegre, como suplente. É a constatação que a teia de professores se estabelece cada vez que buscamos ações coletivas.
       O Fórum tem por finalidade acompanhar a política educacional do Município, por meio de monitoramento e avaliação do Plano Municipal de Educação.


Pauta de hoje:


1- Apresentação dos membros do FME
2- Breve contextualização/histórico do PME e FME
3- Apresentação da legislação referente ao PME/FME
4- Leitura e aprovação do Regimento Interno
5- Eleição da Coordenação Geral, Grupos de Trabalho Permanente e Secretária Executiva
6- Apresentação de Agenda de Trabalho
7- Apresentação de Relatório e Monitoramento
8- Encaminhamento sobre Avaliação do PME 2017 e CONAE 2018
9-Informações Gerais e Encaminhamentos.

Próximo encontro dia 18/12/2017.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017





Assim são as aulas ...

Fiquei frustrada em não ter o entendimento esperado no texto de filosofia, preocupada com minha capacidade de aprendizagem. Chego a aula de psicologia e descubro que nem tudo está perdido. 
Como é bom ver o interesse de nossos professores em realizar sua tarefa docente, e é com alegria que participo das aulas presenciais. Alegria que não é diferente quando durante as leituras, consigo perceber a interdisciplinariedade dos textos, o quanto uma tarefa complementa a outra, o quanto entendimentos diferentes a respeito de um mesmo assunto são abordados de forma respeitosa  buscando a imparcialidade e reflexão.
Ontem foi noite de descobrir e discutir novos exemplos de estádios de acordo com a teoria de Piaget. 
Tirar dúvidas clarear entendimentos. 
Palavras que se confundiram e levavam à dúvida: Estádio e Estágio ficaram claras. Sabemos agora que não se trata de duas abordagens, mas apenas traduções realizadas em momentos diferentes e em diferentes locais.
Simples assim, estágio tem início e fim, estádio se trata de um estado, condição momento que independe de idade. As vezes a gente complica o que é simples por não entender.
Então, egocentrismo característica absoluta no estádio sensório motor, ocorrerá durante todos os outros estádios do desenvolvimento. Creio que posso dizer que os estádios somam se complementa no desenvolvimento cognitivo, dependendo sempre do anterior para ocorrer sem necessariamente deixar de existir.


domingo, 19 de novembro de 2017

Finitude?

        Nessa semana tive oportunidade de identificar minhas aprendizagens com os textos de filosofia. Explico: Na aula de terça-feira, quando fazia a atividade solicitada para o texto: À Sombra desta Mangueira, de Paulo Freire. Tive a percepção de finitude que o texto traz como uma necessidade de buscar o conhecimento na troca com o outro ou com o meio. A professora, explicou que a finitude relatada no texto, tinha a ver com fechamento de um ciclo e início de outro trazido pela relação de acabado, de fim, de morte.
         A finitude trazida pelo autor com a morte da esposa, que trazia  o fechamento de um ciclo e recomeço de outro. Confesso que voltei para casa um pouco frustrada, li algumas vezes o texto, não achei um texto fácil, ao contrário denso. Percebi minha falta de entendimento e capacidade de interpretação.
        Ocorre que para mim, é muito presente para a aprendizagem  a capacidade de troca. Então sair de mim e buscar no outro, tem a ver com o acabado em mim para refazer com movimento de troca, com o meio com o outro, com o reconstruir. 
         Hoje durante a leitura  do texto de Morin, As Cegueiras do Conhecimento:  O Erro e a Ilusão fez com que me sentisse um pouco melhor em relação ao entendimento da proposta da disciplina. Afinal : “O conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo externo. Todas as percepções são,  ao mesmo tempo traduções e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados e codificados  pelos sentidos.”  (Morin, 2002). 
        Assim encontrei uma alternativa, voltar a ler os texto após passar esta angústia e tentar encontrar uma nova reflexão que se aproxime do proposto pela professora.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Descobrir


Hoje assisti algumas apresentações no Salão de Ensino UFRGS , fui para assistir meu filho que está participando de um projeto de Learning Design. Na mesma sala outras apresentações que envolviam educação, tecnologia, ambientes virtuais, jogos e  educação a distância foram apresentados. 
Uma destas apresentações foi de uma aluna do PEAD - Porto Alegre, onde ela tentou demonstrar o uso do Blog.
Inicialmente fique ansiosa para conhecer a fala de uma aluna que frequenta o mesmo curso que eu utiliza as mesmas ferramentas. Estava ela se apresentando quando descobri que além de colega de curso era também colega de município.
Conheço o curso, posso falar com propriedade de quem frequenta, e não fiquei satisfeita com o que ouvi. Mesmo tendo dificuldade de manter o blog atualizado e cumprir minhas atividades nas datas, sou muito satisfeita com a mudança que o curso está promovendo em mim, na minha prática docente e na minha exigência enquanto profissional da educação.  
Perceber a mudança que o curso realiza nas práticas diárias não é algo fácil de relatar. 
O curso do PEAD, promove uma mudança pessoal,  que acaba por se refletir na  prática docente. Então mudar práticas em sala de aula acaba por ser uma consequência das mudanças pessoais. Entender isto passa por um exercício de autoavaliação, o que não é simples.
Assisti as apresentações não apenas como uma mãe orgulhosa, mas com uma postura crítica, de que queria ver seu curso bem representado.
Acabei por perceber critérios nas apresentações que me fizeram refletir a respeito das minhas apresentações. Aos poucos foi clareando a função interdisciplinar mas principalmente reflexiva do Seminário Integrador, me vi indignada e frustrada por não ver na apresentação de minha colega a figura desta disciplina que apresenta um mundo de possibilidades entre professor/conhecimento/aluno.
Percebo que a fala, a postura, o uso de vícios de linguagem, e entender que o outro deverá entender a mensagem que pretendemos passar são critérios que sabemos da necessidade, mas só o exercício e a reflexão irão dar resultados. No meu entendimento, é importante que fique claro que um dos objetivos do PEAD é  a reconstrução do professor que está exercendo suas atividades em sala de aula. Novos hábitos, novas leituras a busca da atualização constante, exercício da pesquisa e a utilização de ferramentas para aproximar distância e criar possibilidades de aprendizagem de forma colaborativa.
Não posso deixar de observar que os assuntos foram interessantes.
 Descobri que existe um projeto para traduzir textos técnicos e torná-los acessíveis a leigos, que existe no próprio word uma forma de perceber a complexidade do texto produzido. Descobri que existem aplicativos onde os professores podem desenvolver jogos sem preocupação da programação, que existe projeto interessante para  que os alunos de intercâmbios e professores possam se entender, e este aluno se sinta acolhido na modalidade a distância elaborado pelos professores e alunos de letras. Que o projeto de learning design onde meu filho está inserido tem a finalidade de construir uma ferramenta focada na elaboração das aulas pelos professores.
Foi uma manhã de descobertas.


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Brasileiros - Conhecer para Valorizar



Durante este semestre, para meu espanto,  estou me percebendo preconceituosa.
Logo eu que sempre tentei e achei que respeitava as diversidades.
Minha forma de pensar a respeito do outro enquanto grupo produtor de cultura, esta sendo desconstruída. Passo a perceber a pluralidade de grupos e  costumes que acabamos por classificar e estabelecer uma única forma de pensar a respeito.
Na aula presencial de 03/10, discutíamos sobre a questão indígena então uma colega falou que os índios já estavam aqui e nó chegamos depois, ou algo parecido. Entendi o quanto na tentativa de desfazer o preconceito agir e falar de forma politicamente correta, acabamos por nos colocar de fora.
Precisamos entender quando usar o nós e o ele, estes pronomes falam muito a respeito do que pensamos e de quem somos.  Não chegamos aqui, nascemos aqui, tenho menos que 500 anos. Também meus colegas, amigos, vizinhos, alunos todos nascemos aqui.
Parece que assumir o país como nosso e entender que somos responsáveis por nossa relação com o outro e com meio em que vivemos é o que nos falta. Conhecer nossa história, entender de onde viemos nos constitui enquanto pessoa que pertence a um grupo fortalece relações estabelece hábitos, cultural. Todo este interesse em conhecer em se fazer conhecer deve ser promovido para o entendimento que este “barco” é nosso. Não podemos fragmentar uma nação, um povo. Um os depoimentos no vídeo Povos Indígenas: Conhecer para Valorizar,

 onde diz que foi preciso para os índios conhecer também “nossa” cultura para poder ajudar a cultura indígena, reflete bem como este grupo mantém viva sua história. A forma como ele se referiu à escola, sabendo exatamente qual o objetivo do índio frequentar a escola,  também me fez pensar.