domingo, 29 de novembro de 2015




Um dos meus desafios


             Um dos desafios que encontramos no início do ano é a integração dos alunos a escola, a classe, entre os alunos e as vezes com a professora, o que tende a se disseminar com algumas intervenções.
               Tenho uma de minhas alunas que é meu desafio constante. Sei que de alguma forma consigo atingi-la, mas não consigo obter resultados esperados. Esta menina tem seis anos é a primeira vez que frequenta a escola. Veio para a escola com pouco conhecimento da escrita, não seria o principal problema já que na escola tem acesso variado e procuro inserir várias formas de contato com a escrita, leitura, realizo saídas pedagógicas, trabalho em grupos pequenos e grande grupo. O que me intriga é sua aparente apatia a tudo que a cerca. Ela vem de uma família predominantemente feminina mora com a vó, tia, mãe sobrinha e o pai a visita as vezes, fala pouquíssimo comigo, e muito baixo, mas sei que tem afeto por mim, me traz desenhos mostra suas produções, a sua comunicação oral é quase nada. No início pensei que poderia ser alguma patologia não diagnosticada pela mãe. Chamei a mãe para uma entrevista comigo e a orientadora da escola. A mãe relatou que a menina em casa só faz o que quer e até bate na mãe quando contrariada, e que quando quer ficar dormindo não tem quem faça ela sair da cama. Tenho visto uma esperança em uma tia que vem a escola busca-la as vezes e demonstra interesse em saber como está na escola, o fim do ano está chegando ela continua pré - silábica, sem conhecimento de todas as letra e valor sonoro apenas para uma outra. Raramente esboça sorrisos, brinca com as outras meninas, mas não consigo perceber emoções ou reações referentes ao aprendizado.
            Durante o ano, ela desenvolveu um “amor” por um menino da classe, este menino, porém é muito tranquilo quanto a isso e a trata com carinho, mas sem nenhuma pretensão ao tal “amor”, tento usar isto a meu favor e as vezes coloco os dois juntos para que ela conclua as atividades. Ela me observa muito durante as aulas, sem se manifestar, preciso estar atenta ao que ela faz mais do que aos outros, caso contrário ela passa despercebida na aula, uma vez que quase não interage.
             Esta menina me parece ter um conjunto de fatores que interferem em sua aprendizagem, para mim é um desafio e como já estamos com apenas 20 dias de aula, minha frustração, sei que houve um crescimento, mas pequeno demais para um ano letivo inteiro.

sábado, 28 de novembro de 2015


Aulas de História

 


 


         Durante a fala do professor, em uma aula de Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica me reportei a um vídeo: Mudando Paradigmas da Educação que minha filha me encaminhou já faz algum tempo, quando eu estava fora da sala de aula.
         Assisti a o vídeo várias vezes e anda assisto. Penso no volume de informações do vídeo para serem discutidas, verificadas e  no quanto temos para aprender até poder discutir com propriedade todos os aspectos abordados. Assim também me sinto nas aulas de História, nunca pensei que História poderia ser tão complexa quanto Matemática. Tudo bem chego lá, ainda quero verificar, discutir, ter opinião própria a respeito dos aspectos abordados, no momento consigo aceitar como verdadeiras as informações do vídeo e as opiniões  do professor,  algumas até sinto no cotidiano escolar. As aulas de história tem feito com que eu reflita a respeito da pratica educacional, das nossas diretrizes no exercício da docência.

"Pensamento Divergente: Habilidade de encontrar muitas respostas possíveis para uma mesma pergunta."

 

Desenvolvimento Afetivo V

Na aula de Desenvolvimento Afetivo V, em uma das leituras: Freud e a Educação. O Mestre do Impossível, de Maria Cristina Kupfer


 “O aluno transfere para o professor os sentimentos carinhosos ou agressivos da sua relação com os pais. Consciente ou não. Pois não é verdade que os professores que mais recordamos, com quem mais aprendemos, são aqueles que mais nos seduziram? Na escola como na vida nós aprendemos por amor a alguém. ”


                Quando falamos em pedagogia lembramos de crianças, alfabetização escola. Observar as atitudes dos alunos menores é um exercício diário dos professores que fizeram o curso de magistério. Aconteceu alguma coisa em casa mãe? O fulano está diferente. Pergunta comum nas séries iniciais. Existe a preocupação com o aluno também fora da sala.

 Trabalho também com a Educação de Jovens e Adultos, um público resistente, na grande maioria adolescentes com uma história de vida pesada, cheia de desacertos com dificuldades de relacionamento com o outro cristalizadas.  Pessoas que por regra tem uma barreira e dificuldade de entrega, onde cativar o aluno não é tarefa fácil. Na adolescência é recorrente casos de desentendimentos entre pais e filhos, então com os professores não será diferente. Todas as noites tenho alunos encaminhados para a coordenação, na maioria das vezes por motivos de conduta que demonstram falta de interesse e desapego as aulas. Creio que a falta de comunicação e empatia com a figura materna ou paterna é transferida para a relação com os professores. 
Também para estes alunos o afeto faz muita diferença e quando os alunos percebem a entrega do professor o interesse pela aprendizagem acontece. Mesmo acreditando que os desafios que encontramos com alunos de distorção idade/série vão muito além das dificuldades de relacionamento dos adolescentes, percebo que quando o afeto está presente na relação professor/aluno, existe uma possibilidade maior de êxito na aprendizagem.




 Nas aulas  de Alfabetização


(...) Então nos mostrem a beleza do mundo da escrita e
por favor,
olhem para nós como seres capazes de 
descobrir 
desvendar 
os mistérios desses risquinhos a que chamam letras...
Garantimos que não será preciso fazer muito...
Apenas nos contem muitas histórias mostrem-nos os livros,
os textos,
as imagens
E aceitem nosso convite (...)

                      Ivani Souza Ávila – Oração da Criança
 
Dentro das atividades de alfabetização, concordo com a necessidade de realizar atividades que sejam significativas para o aluno, buscando auxiliar seu conhecimento de mundo. Estou em conjunto com a professora do outro primeiro ano trabalhando em um projeto de chamamos “Noite de Autógrafos”.
Mostramos para os alunos através da internet quem era Mário Quintana, e algumas particularidades do autor. Visitamos a Casa de Cultura, no dia de seu aniversário com as duas turmas, fomos recebidos pela personagem “LiIi”, que nos conduziu no passeio. Após uns dez dias a Lili nos visitou na escola durante a semana da criança, realizou uma atividade com eles, continuamos a trabalhar suas obras, e a contar história sobre o autor como – Um passarinho chamado Mário, da Léa Cassol.
Estamos em plena elaboração da releitura do livro Batalhão das Letras, de Mário Quintana, que será autografado dia 10/12/2015.  Temos convidados especiais como a personagem Lili, o autor Jairo Luiz de Souza que visitou nossa escola e nos prestigiará na noite do evento. Apesar de adorarem as visitas a maior ansiedade é pela presença dos pais que quase nunca aparecem na totalidade para as reuniões escolares. Durante a confecção das páginas dos livros trabalhamos escutando música, na maioria das vezes e em grupo. Ainda temos muito trabalho pela frente!


 Lili inventa o mundo, na escola contando histórias.