Desenvolvimento Afetivo V
Na aula de Desenvolvimento Afetivo V, em uma das leituras: Freud
e a Educação. O Mestre do Impossível, de Maria Cristina Kupfer
“O aluno transfere para o professor os
sentimentos carinhosos ou agressivos da sua relação com os pais. Consciente ou
não. Pois não é verdade que os professores que mais recordamos, com quem mais
aprendemos, são aqueles que mais nos seduziram? Na escola como na vida nós
aprendemos por amor a alguém. ”
Quando
falamos em pedagogia lembramos de crianças, alfabetização escola. Observar as
atitudes dos alunos menores é um exercício diário dos professores que fizeram o
curso de magistério. Aconteceu alguma coisa em casa mãe? O fulano está
diferente. Pergunta comum nas séries iniciais. Existe a preocupação com o aluno também
fora da sala.
Trabalho também com a Educação de Jovens e
Adultos, um público resistente, na grande maioria adolescentes com uma história
de vida pesada, cheia de desacertos com dificuldades de relacionamento com o
outro cristalizadas. Pessoas que por
regra tem uma barreira e dificuldade de entrega, onde cativar o aluno não é
tarefa fácil. Na adolescência é recorrente casos de desentendimentos entre pais
e filhos, então com os professores não será diferente. Todas as noites tenho
alunos encaminhados para a coordenação, na maioria das vezes por motivos de
conduta que demonstram falta de interesse e desapego as aulas. Creio que a
falta de comunicação e empatia com a figura materna ou paterna é transferida
para a relação com os professores.
Também para estes alunos o afeto faz muita
diferença e quando os alunos percebem a entrega do professor o interesse pela
aprendizagem acontece. Mesmo acreditando que os desafios que encontramos com
alunos de distorção idade/série vão muito além das dificuldades de
relacionamento dos adolescentes, percebo que quando o afeto está presente na
relação professor/aluno, existe uma possibilidade maior de êxito na
aprendizagem.
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