sábado, 13 de julho de 2019

Uma concepção sobre reflexões individuais - 10



Iniciou novo semestre                          07/05/2017




           A escolha dessa postagem de 2017 passa por minha necessidade de agradecimento.
Durante a  apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso, à Banca Final, como em todo o curso, a generosidade de nossos Mestres em compartilhar seus conhecimentos e nos orientar na construção  de nossas reflexões, se fez presente.
                     A escrita, não deveria, mas ainda é um desafio, escrever como, para quem, em que situação. Agora pensando na dificuldade da escrita, trago a observação que do “antes da escrita”. Para construir o TCC, ou qualquer outro texto ou documento existe o “pensar sobre”, existe o conhecimento da língua escrita, existe a necessidade de entendimento, a condição de apresentar argumentos. Antes de existir a escrita no papel, existe no pensamento, na reflexão. Então quando nossa avaliadora nos auxiliou na organização de nosso pensamento, que já estava cansado e atrapalhado pela ansiedade, ocorreu a acomodação de um desequilíbrio que se perdurava em nossas mentes:

“Meninas saiam da posição de professora, dos objetivos de 

professora, agora vocês são A Pesquisadora.”

           O que antes parecia ser tão difícil entender passa a ser objeto de reflexão! Pesquisadora, me distanciar da posição de professora?
Tenho ouvido várias opiniões sobre o professor pesquisador, algumas controversas a esta premissa de ação e reflexão da ação, outras exaltando o esforço dos docentes que mesmo sem recursos apropriados, ou tempo para tanto, esforçam para alcançar uma prática que realmente dissemine o pensamento crítico, a autonomia e a construção do conhecimento.
Mesmo emocionada, me sentindo muito triste e contrariada sai desta situação diferente do que entrei (BECKER, 2012).  Carrego a certeza que não estamos prontas nunca, ainda há muito para desenvolver e aprender!
            Muito obrigada, por não desistirem da educação de qualidade que foge da doutrinação traz a coerência entre prática, discurso e fundamentação teórica.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Uma concepção sobre reflexões individuais 9



     Portfólio                                                             Data 21/02/2017



                 Busquei esta postagem por se tratar de um desejo , que tive quando estava pensando em projeto e construção de um portfólio com meus alunos sobre nossa cidade que está se remodelando, assumindo um novo visual em vários pontos da cidade. Bom, com o decorrer dos meses, e após assumir duas turmas de segundo ano, percebo por que muitas vezes se torna inviável um projeto, que nasça apenas do desejo da docente. Sem dúvidas nossa cidade está “crescendo” de desenvolvendo, mas esta percepção é muito mais significativa para mm, que tenho as lembranças do antes, do que para meus alunos que estão vivendo o agora. As lembranças da área onde hoje temos um shopping, com árvores e muita mata, fazem parte da minha infância. A proposta pode ser minha, mas a garantia do interesse de meus alunos é outra coisa. Posso sim apresentar uma proposta e até procurar motivar meus alunos, mas o respeito pela curiosidade deles é que fara desta curiosidade, epistemológica (FREIRE,2000) capaz de tornar-se aprendizagem. Para tanto a construção do portfólio, será realizada, mas o tema deste projeto não poderá ser “meu desejo”, terá que nascer da curiosidade e desejo dos alunos.

domingo, 7 de julho de 2019

Uma concepção sobre as reflexões individuais 8




O que significa mesmo perguntar?                Data: 21/02/2017



Nesta postagem fiz referência a insatisfação da docência ingênua. Fiz esta afirmação me referindo ao livro de Paulo Freire: Por uma Pedagogia da Pergunta. Agora para fundamentar o Trabalho de Conclusão de Curso, me vi as voltas novamente com as afirmações de Paulo Freire e a conduta docente. É preciso entender que uma prática reflexiva se alicerça no questionamento das possibilidades e na curiosidade que se faz epistemológica (FREIRE,2000) para gerar o conhecimento a aprendizagem do novo. Toda esta reflexão não acontece na aceitação da informação, a reflexão nasce na constância da pergunta, da dúvida, da curiosidade em produzir respostas.

FREIRE, Paulo. À Sombra Desta Mangueira. São Paulo. Olho d’ Água, p. 74 – 82. 2000.

Uma concepção sobre as reflexões Individuais - 7


Postagem: Fotografias, imagens e emoções  Data: 23/02/2017



Neste semestre com todos os preparativos para a formatura, as imagens se tornam o registro de grandes emoções e conquistas. Durante a prova de toga muitas imagens foram registradas. No dia de prova de toga as turmas foram reunidas, as alunas tentaram preservar a união por afinidade, mas o protocolo da situação acaba por algumas vezes nos unir a quem não temos toda afinidade ali representada.  Após o trabalho de um dia todo, muitas imagens registradas, depois de alguns dias disponíveis para escolha. E as imagens que não foram escolhidas, serão deletadas. As imagens selecionadas são registro de um rito de passagem. Para nós o registro de uma conquista resultado de um esforço. Como, Bresson avisava: “Não podemos copiar e revelar uma lembrança.”

Uma concepção sobre as reflexões individuais - 6

Postagem: Ética e Convivência               Data:18/09/2017


       Neste semestre as coisas não estão muito fáceis para quem trabalha em minha escola. No final de semana perdemos uma aluna para a meningite meningocócica. Depois de muitas investidas da Equipe diretiva da escola, vieram os representantes das SMS, nos dar orientações sobre o que precisaria ser feito caso suspeita de meningite se confirmasse.
       Segunda-feira de luto, escola higienizada (pelas próprias serventes da escola), durante a semana, segue angustia dos pais, alunos sem ir às aulas, mais reuniões e opiniões divididas. Acaba que na sexta-feira, após uma semana se confirma morte por meningite. Bom, o que podemos pensar sobre ética e sociedade em uma situação de vulnerabilidade como esta. Como conduta imposta pela mantenedora, os professores não devem se pronunciar. Indevidamente, colegas esperam respostas de quem não tem condições de decidir. Fica para mim a mensagem de que qualquer um poderia ter feito o que ninguém quis se responsabilizar.
       A escola está aberta, os professores aguardando alunos que não aparecem por medo.
Não podemos gerar pânico, não podemos expor o medo. Mesmo que de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, nosso medo seja infundado, não é respeitado. Afinal e contas desde quando medo precisa de fundamento, se ele é pura emoção.
      Os alunos colocaram em dia suas carteirinhas de vacinação, precisou uma tragédia para que os pais olhassem novamente a carteirinha, as pessoas da família e amigos mais próximos receberam medicação.
       Os professores seguem no aguardo dos alunos, de medicação aos que tiveram contato com a menina ou de reforço de vacina, se for o caso.
     Aos professores, se espera uma conduta ética, de não expor seus medos! 
    Então volto ao que escrevi no final de minha publicação em setembro de 2017:


Promover o entendimento do bom para o coletivo, buscando a aceitação do individual. Conforme a autora Nadja Hermann, considerar na educação as particularidades da situação e a atenção às emoções em relação à construção da moralidade, são contribuições da arte do bem viver.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Uma reflexão sobre as concepções individuais - 5



Meus preconceitos com a inclusão    02/12/2017



Ao realizar a leitura no Blog, com vista a selecionar quais seriam as postagens que iria refazer neste semestre  parei nesta sobre inclusão.
Minha intensão é a de incluir uma nova reflexão. Uma colega me questionou sobre a vontade dos professores, o desejo de ensinar, me dizendo que ela, se sentia muito contrariada em lidar com a inclusão. Dizendo que quando fez seu curso para lecionar, não recebeu qualificação para trabalhar com a inclusão, e que não estava segura com a situação de receber alunos portadores de necessidades especiais.
Disse também que quando recebeu a turma com alunos portadores de necessidades especiais, nem ao menos foi questionada em sua intensão de trabalho. Sabemos que a inclusão faz parte da legislação faz algum tempo, porém uma coisa é a legislação outra é o desejo a vontade, a intensão de trabalho dos profissionais envolvidos. Sabemos que ao escolher a profissão docente, a realidade da inclusão é ponto de discursos, técnicas e pedagogias, envolvendo muita teoria. A rotina diária  desestrutura a prática docente de vários professores, e as tais habilidades e competências tão significativas para nós professores quando falamos de aprendizagem e de alunos, se tornam inócuas se tratando de professores.
O conhecimento, a informação e o respeito devem ser compartilhados em qualquer relação, acredito que devemos estar atentos a todos envolvidos.


quarta-feira, 3 de julho de 2019

Uma reflexão sobre a evolução das concepções individuais - 04


Psicogênese Escrita dos Adultos            26/06/2018



Durante a construção do TCC - Trabalho de Conclusão de Curso, trabalhei com as crianças o meio ambiente natural da escola. Como nossa escola é ampla tentei propor aos alunos um olhar observador sobre o que acontece nos ambientes naturas na busca por moradores da escola, pequenos insetos e outros bichinhos. Percebi que embora estudando no local as crianças não tinham o conhecimento de todos os espaços da escola. Depois, em conversa com uma colega que fez seu TCC, baseados na alfabetização dentro da EJA,  passei a refletir sobre como minha prática no estagio foi positiva e o conhecimento do mundo da escola, auxiliou na alfabetização de meus alunos. Isto posto passo a postagem que fiz dia 26/06/2018, sobre a psicogênese da língua escrita dos adultos. Bem se o conhecimento de mundo auxiliou meus alunos n construção de seus símbolos, da escrita, percebemos o impacto que o conhecimento de mundo tem nos adultos. Com todo seu conhecimento e suas experiências que lhes proporcionam estabelecer representações e significados, servindo de propulsores na construção de suas hipóteses de escrita.
Fica fácil perceber que sim a escrita adulta segue passos do processo de construção semelhantes a criança, o que acontece é que alguns destes passos já não nos cabem classificar por já terem sido ultrapassados. Talvez na própria infância.