domingo, 29 de novembro de 2015




Brincando de Halloween

Dentre as atividades deste último mês, realizamos com os alunos uma prática de disseminação cultural referente ao Halloween. Os alunos interagiram com duas atividades lúdicas no qual foi feia a interpretação de um poema: “Chá de Sumiço” e confeccionaram o personagem principal que é uma fantasminha.
Os alunos realizaram a atividade da elaboração do fantasma com: TNT, bolinha de isopor e palitinho de churrasco. Cada aluno elaborou o seu fantasma de forma criativa, visando as diferenças e a unificação da ideia.



Realizamos também a elaboração de uma “poção mágica” onde os alunos trouxeram balas de gelatina e refrigerante, juntamos as turmas de 1º ano e criamos a receita da poção, onde cada criança colaborava na receita. Houve o envolvimento de toda a escola, e as palavras relacionadas com Halloween foram trabalhadas em sala de aula. Tentamos esclarecer para as crianças que não estávamos comemorando o Halloween mas fazendo uma brincadeira na escola.









No dia 18 deste mês participei de um Congresso de Práticas Inovadoras do Município, na escola onde tive minha primeira turma no estágio e depois, iniciei minhas atividades como professora do Município. Adorei rever a Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmão Pedro, encontrei antigas colegas, e a sala de aula onde fiz o estágio ainda está lá, vinte anos depois ainda como sala de aula! Algumas mudanças significativas na estrutura física da escola aconteceram. Gostaria de partilhar pois este dia que para muitas colegas é cansativo e sem prazer, para mim foi produtivo e agradável.
Foi na verdade um momento em que a mantenedora, no caso Secretaria Municipal do Município reuniu seus professores para apresentação de boas práticas. Escolhi realizar as atividades nesta escola porque queria ver como estava a E.M.E.F. Irmão Pedro e também em função da oficina que assistiria, que era de Educação Infantil.
 Conheço o trabalho da Educação Infantil, através do contato que tenho com as colegas no PEAD, e também pelos trabalhos que foram realizados com meus filhos quando estes frequentavam a Escolinha Infantil.
Uma das dificuldades que enfrento no início do ano com os alunos é a ruptura na rotina do aluno quando ele sai da Escolinha Infantil e vai para o Ensino Fundamental. 
Assim que tivemos   a oportunidade de ver o cronograma, eu e minha colega de paralela, encontramos uma oficina sobre o autor Mário Quintana, como também estamos trabalhando o autor com nossos alunos do 1º ano, logo nos inscrevemos. Lá, após ver a apresentação do trabalho, nos apresentamos e convidamos as professoras e alunos da escolinha infantil para participarem da nossa atividade e o mesmo elas fizeram.  Foi uma iniciativa das professoras, apoiada pela mantenedora que irá fornecer o transporte para as turmas se encontrarem.
Penso que a tentativa de conhecer o trabalho realizado pela escolinha infantil através de um vértice pedagógico, na tentativa de amenizar ruptura tão abrupta no ingresso, a Escola de Ensino Fundamental é o passo inicial.                                                                                                     Muito embora, eu tenha ficado feliz na possibilidade de realizar uma atividade em comum com as duas esferas Escola de Educação Infantil e Escola de Ensino Fundamental, a escola com algumas mudanças estruturais realizadas de modo acomodar mais alunos, continua estruturada da mesma forma; sala, mesas, cadeiras, quadro. A mantenedora continua promovendo encontros para capacitação de professores anualmente, por determinação de leis e verbas que assim exigem. Continuamos com o dever de alfabetizar, uma turma em torno de 30 alunos, e a Escola de Educação Infantil, segue com duas profissionais em sala de aula para uma turma de em torno de 20 alunos em turno integral.
Vejo boa vontade e iniciativa nos colegas de exercício da docência, mas apenas boa vontade não resolve as dificuldades encontradas diariamente nas escolas brasileiras.

Contribuindo para ampliar o conhecimento de mundo


"Educar não é transferir conhecimento,
 mas criar possibilidades para a sua própria
 produção ou a sua construção. "
                                            Paulo Freire


           Considerando as possibilidades  restritas de nossos alunos de interagirem com espaços culturais e identificarem diferentes culturas, tento levá-los a este contato, através de saídas pedagógicas. 
              Acredito que estes momentos se tornam facilitadores da aprendizagem. Sempre gostei de sair da escola com os alunos,  muitos tem estas saídas como únicos passeios culturais.
                Dentro do que temos estudado em Fundamentos da Alfabetização, quanto a importância de  utilizarmos  no processo,  situações significativas,  contribuindo para ampliar o conhecimento de mundo do aluno, buscando a alfabetização e o letramento.
 

Visita com os alunos ao Theatro São Pedro para assistirmos ao  Concerto para Juventude.





Visita ao Parque Eduardo Gomes  na Semana Farroupilha

Teatro de fantoches do Boneco Juca


Visita até um galpão no Parque Eduardo Gomes em  um CTG - Centro Tradicionalista Gaúcho




Visita a Casa de Cultura Mario Quintana, assistindo a Lili.


 

Esperando no DC Navegantes para assistir a peça Pinóquio.



 



Um dos meus desafios


             Um dos desafios que encontramos no início do ano é a integração dos alunos a escola, a classe, entre os alunos e as vezes com a professora, o que tende a se disseminar com algumas intervenções.
               Tenho uma de minhas alunas que é meu desafio constante. Sei que de alguma forma consigo atingi-la, mas não consigo obter resultados esperados. Esta menina tem seis anos é a primeira vez que frequenta a escola. Veio para a escola com pouco conhecimento da escrita, não seria o principal problema já que na escola tem acesso variado e procuro inserir várias formas de contato com a escrita, leitura, realizo saídas pedagógicas, trabalho em grupos pequenos e grande grupo. O que me intriga é sua aparente apatia a tudo que a cerca. Ela vem de uma família predominantemente feminina mora com a vó, tia, mãe sobrinha e o pai a visita as vezes, fala pouquíssimo comigo, e muito baixo, mas sei que tem afeto por mim, me traz desenhos mostra suas produções, a sua comunicação oral é quase nada. No início pensei que poderia ser alguma patologia não diagnosticada pela mãe. Chamei a mãe para uma entrevista comigo e a orientadora da escola. A mãe relatou que a menina em casa só faz o que quer e até bate na mãe quando contrariada, e que quando quer ficar dormindo não tem quem faça ela sair da cama. Tenho visto uma esperança em uma tia que vem a escola busca-la as vezes e demonstra interesse em saber como está na escola, o fim do ano está chegando ela continua pré - silábica, sem conhecimento de todas as letra e valor sonoro apenas para uma outra. Raramente esboça sorrisos, brinca com as outras meninas, mas não consigo perceber emoções ou reações referentes ao aprendizado.
            Durante o ano, ela desenvolveu um “amor” por um menino da classe, este menino, porém é muito tranquilo quanto a isso e a trata com carinho, mas sem nenhuma pretensão ao tal “amor”, tento usar isto a meu favor e as vezes coloco os dois juntos para que ela conclua as atividades. Ela me observa muito durante as aulas, sem se manifestar, preciso estar atenta ao que ela faz mais do que aos outros, caso contrário ela passa despercebida na aula, uma vez que quase não interage.
             Esta menina me parece ter um conjunto de fatores que interferem em sua aprendizagem, para mim é um desafio e como já estamos com apenas 20 dias de aula, minha frustração, sei que houve um crescimento, mas pequeno demais para um ano letivo inteiro.