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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Reflexão: Planejamento em busca de caminhos





         A autora, Maria Bernadette Castro Rodrigues analisa sua prática em planejamento escolar, na década de 80. Mergulhada em planos de curso, objetivos operacionais, conteúdos mínimos. Onde o planejamento encarado como  regra  a ser seguida. Cumprido como requisito, entregue na supervisão escolar, descrito nos planos de aula, submersos em justificativas. Atendendo a uma prática mecânica de planejar, em nome de uma “neutralidade”. (Rodrigues,2011 )
     Promover uma prática de planejamento coletivo a autora descobre a importância da fundamentação de suas ideias e reflexões. Imbuída dos conceitos de Danilo Gandim (Planejamento como Prática Educativa – 1985-2ª edição) O que queremos alcançar? A que distância estamos daquilo que queremos alcançar? O que faremos concretamente (em que prazo) para diminuir essa distância?
           Passou a autora a não abandonar a crença que toda ação pedagógica deve estar sustentada por pressupostos teóricos (Rodrigues,2011) . Necessário entender que para m planejamento ocorrer de forma democrática e coletiva algumas ferramentas enquanto formas de integração  podem auxiliar .
Os centros de interesse (Ovide decroly), através do método globalizado orientado por cinco princípios fundamentais: liberdade, individualidade, atividade, intuição, globalização.
Projetos (william Kilpatrick): fundamentalmente levar à escola  o mesmo senso de propósito , desígnio ou projeto realizado na vida ordinárias.
                Pedagogia de Trabalho (Célestin Freneit): Propondo uma organização do trabalho a partir de princípios como vida cooperativa, apropriação dos alunos de sua vida escolar e a organização do ensino através de projetos.
               Tema Gerador (Paulo Freire) : “procurar  tema gerador é procurar o pensamento do homem sobre a realidade e a sua ação sobre esta realidade que está em sua práxis”. Conceituados também por sonia Krammer em temas cíclicos e temas contextualizados.
         Redes temáticas, complexo temático, temas transversais: estabelecidos nos Parâmetros Currículares Nacionais , com a intenção de articular propostas regionais , interesses coletivos e culturais, oportunizando novas práticas docentes.
        Entendidas as possibilidade de articulação que promovem o planejamento coletivo e democrático , existem elementos básicos : objetivo (“o quê” e “para quê”); justificativa (porquê); temática (eixo integrador); estratégias (como); localização; recursos; avaliação. Garantindo sempre o registro das ações.


Pensando sobre planejamento



Tenho me pego pensando sobre a prática do planejamento com frequência.
Quando retornei a sala de aula em 2014, recebi a notícia que teria um dia de planejamento em casa, e mais três períodos de planejamento na escola. Trabalharíamos sábado com maior frequência para suprir os horários com reunião pedagógica, estas seriam mensais e de meio turno. Nos sábados deveríamos trabalhar com os alunos para contar como letivo e fazer o possível para ser um dia de integração entre família e escola.
Junto veio minha angustia quando percebi que na escola que reingressei não havia um Plano de Curso, ou conteúdos mínimos. Fui trabalhar com Projeto Pedagógico Alternativo  e nem sabia o que deveria ser trabalhado. Não havia um momento onde as professoras titulares sugerissem atividades ou habilidades que gostariam que fossem desenvolvidas ou vice e versa.
 O Projeto Político Pedagógico havia sido encaminhado pela Secretaria Municipal de Educação, e deveria ser lido pelos professores e nas reuniões pedagógicas, discutido o que os professores acharem necessário mudar poderia ser encaminhado à solicitação a Secretaria da Educação para análise da possibilidade. Naquele ano também tínhamos que redefinir a forma de avaliação, porém  a média de corte seria 50. Foi então recortada a parte que versava  sobre avaliação, disponibilizada ao professores e a alteração foi realizada pela supervisora da escola.
Tenho pensado que a falta de habilidade de discussão, mesmo com tantas redes, vem crescendo em nossa sociedade.
 Pensar a possibilidade do diferente não quer dizer não aceitar. Discutir as possibilidades, interagir nas decisões, opinar, tomar conhecimento de empecilhos promovem o comprometimento. Ouvir pais, alunos, professores repensar espaços, objetivos, datas. Ter um panorama diagnóstico que parta de diferentes vértices é a base para análise de rumos e objetivos. 
Passo a pensar que planejar de forma democrática exercitando a habilidade dialógica é uma das tarefas a ser praticada.
Agora vem o estágio do PEAD, e meus pensamentos voltam novamente para o planejamento e suas ferramentas.