A autora, Maria Bernadette Castro Rodrigues analisa sua prática em
planejamento escolar, na década de 80. Mergulhada em planos de curso, objetivos
operacionais, conteúdos mínimos. Onde o planejamento encarado como regra a
ser seguida. Cumprido como requisito, entregue na supervisão escolar, descrito
nos planos de aula, submersos em justificativas. Atendendo a uma prática
mecânica de planejar, em nome de uma “neutralidade”. (Rodrigues,2011 )
Promover uma prática de planejamento
coletivo a autora descobre a importância da fundamentação de suas ideias e
reflexões. Imbuída dos conceitos de Danilo Gandim (Planejamento como Prática
Educativa – 1985-2ª edição) O que queremos alcançar? A que distância estamos
daquilo que queremos alcançar? O que faremos concretamente (em que prazo) para
diminuir essa distância?
Passou a autora a não abandonar a
crença que toda ação pedagógica deve estar sustentada por pressupostos teóricos
(Rodrigues,2011) . Necessário entender que para m planejamento ocorrer de forma
democrática e coletiva algumas ferramentas enquanto formas de integração podem auxiliar .
Os centros de interesse (Ovide decroly),
através do método globalizado orientado por cinco princípios fundamentais:
liberdade, individualidade, atividade, intuição, globalização.
Projetos (william Kilpatrick):
fundamentalmente levar à escola o mesmo
senso de propósito , desígnio ou projeto realizado na vida ordinárias.
Pedagogia de Trabalho (Célestin
Freneit): Propondo uma organização do trabalho a partir de princípios como vida
cooperativa, apropriação dos alunos de sua vida escolar e a organização do
ensino através de projetos.
Tema Gerador (Paulo Freire) : “procurar tema gerador é procurar o pensamento do homem
sobre a realidade e a sua ação sobre esta realidade que está em sua práxis”.
Conceituados também por sonia Krammer em temas cíclicos e temas
contextualizados.
Redes temáticas, complexo
temático, temas transversais: estabelecidos nos Parâmetros Currículares
Nacionais , com a intenção de articular propostas regionais , interesses
coletivos e culturais, oportunizando novas práticas docentes.
Entendidas as possibilidade de
articulação que promovem o planejamento coletivo e democrático , existem
elementos básicos : objetivo (“o quê” e “para quê”); justificativa (porquê);
temática (eixo integrador); estratégias (como); localização; recursos;
avaliação. Garantindo sempre o registro das ações.
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