Henri
Wallon nasceu na França em 1879, foi filósofo, psicólogo, médico e político. Mantendo
uma postura interacionista, o pesquisador de psicologia do desenvolvimento à
infância, em sua teoria defende a aprendizagem como um processo dialético onde
não existem verdades absolutas.
A criança contextualiza como uma realidade viva e total no conjunto de
seus comportamentos, como sujeito completo, onde o desenvolvimento ocorre nos momentos de
conflitos internos e externos, descaracterizando o desenvolvimento linear do
sujeito embora os estágios Impulsivo
Emocional, Sensório Motor e Projetivo, Estágio do Personalismo, Estágio
Categorial e Estágio da Adolescência estejam presentes em sua teoria.
Interessante perceber que em sua teoria Wallon estuda a psicogênese da pessoa, integralmente. Nas escolas recebemos pessoas nossos alunos com suas bagagens culturais, psicológicas, sociais com seus medos, ilusões e desejos. Entender que além do meio as emoções interagem com a aprendizagem.
Percebemos diariamente as diferenças que as mesmas crianças apresentam conforme foi seu dia seu final de semana. Também a foma como nos procuram para contar o que lhes acontece, como se estivessem pedindo nossa ajuda ou consentimento. Entre as novas habilidades que nós professores precisamos desenvolver está a sensibilidade de perceber como nosso aluno está emocionalmente para interagir com as atividades que desenvolvemos.
Tenho um aluno que pensa que sua vó é sua mãe. A família criou o menino no meio desta mentira e agora não sabe como resolver. No início do ano quando pretendia fazer um atividade com o nome das crianças simulando uma carteira de identidade, acabei trocando a atividade por conta do menino. Conhecer a história do menino e entender que o assunto da identidade de meu aluno é um assunto que deve ser resolvido e conversado na família e não na escola expondo a criança. Percebemos assim, conforme descreve Ferreira:
Nesse contexto, pensar a educação a partir da teoria walloniana pressupõe
uma ruptura nas finalidades formativas dos sistemas educativos atuais. Isso é
importante para marcar a posição que a educação não é um processo apenas
intelectual, como aponta Gadotti (2000, p. 10), ela visa ao: “Desenvolvimento
integral da pessoa: inteligência, sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade
pessoal, espiritualidade, pensamento autônomo e crítico, imaginação,
criatividade, iniciativa. Para isso não se deve negligenciar nenhuma das potencialidades
de cada indivíduo.”
Referências Bibliográficas
FERREIRA, A. L.; ACIOLY-RÉGNIER, N. M, Contribuições de Henri Wallon à relação
cognição e afetividade na educação. Disponível em https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2448186/mod_resource/content/1/contribuicoes%20Henri%20Wallon.pdf. Acesso em 04 de agosto de 2018.
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