Ilusão provocada pela Infância Soft
Durante a
leitura sobre a Infância Soft, que aborda a forma como a criança é explorada
pelo mercado consumista, percebemos um estereótipo de bebês, que também são
vistos como filhos desejados, lindos, saudáveis e angelicais.
A rotina de
cuidados que aparecem na mídia, mostra sempre uma família encantada pela áurea angelical
das crianças. Pensar em ter filhos enseja cuidados, filhos não são fabricados
conforme o desejo dos pais, nem existem apenas até os quatro anos. Eles têm
vontade própria, ensejam doação 24h e são filhos durante toda a vida.
Recebi uma mãe
na semana passada, onde falei para ela que estava preocupada com a formulação
do pensamento dele a respeito das situações na escola.
A mãe então me disse:
- Ele é terrível
professora, não posso ficar com ele nas férias, já tenho outro filho e ele
incomoda muito.
Provavelmente
essa mãe não tenha percebido que crianças vão além dos lindos rostinhos, são
indivíduos em desenvolvimentos carentes de orientação e cuidados permanentes,
não importando a idade.

O discurso de "eu não sei mais o que fazer com meu filho (a)" é comum ouvir na nossa profissão e ficamos impotentes frente a esse infeliz desabafo, mas enquanto profissionais precisamos encontrar caminhos para lidar com esses alunos. Na tua opinião, qual seria um desses caminhos?
ResponderExcluirSempre acreditei que com afeto tudo fica mais fácil. Construir uma relação de confiança, orientando quanto a postura dentro da escola é uma das possibilidades.
ResponderExcluirNa tua escrita percebi a angústia da mãe em ter que ficar com este filho. Gostaria de saber qual foi a tua reação no momento do desabafo da mãe quanto a seu filho "terrível".
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