quarta-feira, 27 de julho de 2016

PESQUISA

Resultado de imagem para pesquisa


                         Foi lançado durante as aulas de Seminário Integrador III, a oportunidade de pesquisa. Inicialmente, queria resolver logo. Se escolhemos a pergunta, poderíamos procurar em algumas fontes responder e estaria concluído.
                    Aos poucos fui percebendo que não é este o objetivo, trabalhar com projetos de aprendizagem e pesquisa vai além de responder perguntas.
                  Considerando que o conhecimento não é algo estanque ou imutável e a pesquisa deve nos proporcionar a reflexão e autocrítica quanto aos saberes construídos.
                   Na verdade o que interessa na proposta de pesquisa é o processo e não a conclusão. Durante o processo estamos investigando, elaborando e utilizando formas variadas de observar o objeto por outros vértices. 
                  Durante o processo nos carregamos de bagagens que poderão nos acompanhar ou não até o final transformando nossas certezas.






segunda-feira, 25 de julho de 2016

Aniversário do Senhor Alfabeto





                        












        Levando em consideração a importância símbolos e significados é que levei para a sala a História do Senhor Alfabeto. (https://www.youtube.com/watch?v=e3Pb9R3KIsg). Passei a história no projeto em sala e depois realizamos algumas atividades de escrita.
          A esposa do Senhor Alfabeto, promove uma festa para o esposo, convida todas as letras do alfabeto.
        A ideia era aproveitar para apresentar para as crianças vários tipos de alfabetos, assim levei o alfabeto de LIBRAS, o alfabeto em letra de forma, scrips e cursivo e apenas conversamos sobre o braile.
        As crianças comemoraram junto com o aniversário da aluna Maria o aniversário do Senhor Alfabeto e após esse dia, o Senhor Alfabeto, vai para casa com cada uma das crianças, elas colocam seus nomes no boneco, e depois contam como foi brincar com seu alfabeto.
             Foi convidado especial no aniversário o Duquinho, um livro fantoche que mora na Biblioteca da escola, já conhecido das crianças.
          Antes da festa do aniversário confeccionamos as letras e colamos palitos, para serem usadas como fantoches.
          O Senhor Alfabeto é muito disputado e rende boas conversas e histórias na turma 






A música e as primeiras aprendizagens da criança


                 Pensando sobre a influência da música no desenvolvimento, lembro de situações com meus filhos. Minha filha mais velha cantava para seu irmão enquanto eu ainda estava grávida. Depois que ele nasceu, logo demonstro reconhecer a voz dela e costumava se acalmar quando ela cantava para ele.
                    Creio que a percepção de meu filho, ao ouvir a irmã cantar vai além do reconhecimento da voz propriamente dita, ao ouvir a irmã também se formavam conexões de aprendizagem e de afeto, de reconhecimento de sons, que expressavam intenções comunicativas. Além de considerar todo significado e a construção de símbolos que a música proporciona, importante observar a participação na construção e fixação dos fonemas, da oralidade e no entendimento das narrativas.


                     “Ao interagirmos no espaço sonoro, é bom lembrar que mais importante do que o canto afinado é o espaço amoroso que a música cria nas relações interpessoais. (Maffioletti -2014).

terça-feira, 19 de julho de 2016

Contos de Fadas






          Um aluno do segundo ano me disse que lendas são histórias que não sabemos se é verdade e até pode ser”. Penso que é assim o impacto que os contos de fadas tem sobre as crianças.

    Lendo sobre análise de contos de fadas, chego a conclusão da riqueza de boas possibilidades que podem ser exploradas por nós professores na apresentação destes contos. Quanto a forma que os personagens são apresentados, quanto ao tempo “Era uma vez”, quanto as relações sociais, a forma de vida, mas principalmente a mensagem de otimismo e superação. Estamos em um momento social que as crianças não são poupadas da dura realidade diária de horários para cumprir, de violência e reestruturação das famílias.

     Oportunizar as crianças um mundo encantando através a leitura pode trasportar o leitor e o ouvinte a possibilidades de superar seus medos “aliviando aflições da alma infantil vivenciando seus problemas de forma simbólica saindo mais felizes destas experiências com a certeza de que tudo acabará bem” -  (texto aula 6-7 - Encantos para Sempre).

      Contos de fadas que iniciaram oralmente e foram imortalizados através da literatura, cheios de simbolismos, ritos de passagem, marcas simbólicas de puberdade, provas vencidas pelo herói, protagonistas que começam fracos e indefesos, vão superando obstáculos e respeitando regras e qualidades morais.


    Qual o problema de querer ser o príncipe a princesa ou até mesmo a bruxa se a imaginação permite e a história encanta.



 “Contos de fadas não dizem às crianças que dragões existem. Crianças já sabem que dragões existem. Contos de fadas dizem as crianças que dragões podem ser mortos.”

Gilbert Chesterton (1874-1936)




O Currículo Construtivista na Educação Infantil





                 Durante as aulas desenvolvidas sobre ludicidade neste semestre percebi, algumas falhas em meu trabalho em sala de aula.
             Situações que já haviam me incomodado, depois de ler e conhecer um pouco mais sobre o desenvolvimento dos estágios nos jogos, me chamaram ainda mais atenção.
               Sempre gostei de observar meus alunos e fazer uso destas observações para introduzir novas atividades em meu planejamento.
              As características das diferentes “salas de aula” ,A, B, C, D em relação as intervenções do professor e a forma que ele usa os jogos, serve para orientar e promover a busca por práticas que façam a diferença no cotidiano escolar.
           Chama minha atenção que não apenas os alunos passam por um desenvolvimento, na utilização dos jogos, sua função simbólica, motora e de formação de regras.

                Também o professor precisa iniciar uma caminhada de observação e prática até se apropriar de conhecimentos necessários a realização de intervenções que auxiliem os alunos a encontrarem alternativas e possibilidades na construção e amadurecimento em suas relações sociais, morais e intelectuais.  

quarta-feira, 13 de julho de 2016



Oportunidade de conhecer o diferente


               Durante a semana de Canoas, visitei a Feira do Livro de Canoas,  com meus alunos. 
         Uma das atividades foi assistir a uma peça de teatro da Associação Legato,os atores se comunicavam oralmente e também através da linguagem de sinais. As crianças absorveram a história, onde os atores também eram crianças e jovens, alguns com necessidades especiais, e participaram da peça impecavelmente.
              Em minha sala de aula temos um alfabeto de LIBRAS, pouco explorado já que não me sinto segura nesta forma de comunicação. Ao assistir a peça alguns alunos lembraram e ligaram a forma de comunicação usada com o alfabeto na sala.
             Minha contribuição é pouca para a disseminação desta forma de comunicação, mas acredito que é uma semente.

             Vejo que estas práticas estão sendo apoiadas também pelo poder público, que aos poucos vai se adequando a legislação e promovendo a cidadania a todos, oportunizando ao cidadão a conhecer e se fazer conhecer.



domingo, 5 de junho de 2016

Mais que sinais é desenvolver a comunicação, construir relações.



       Meu conhecimento a respeito da Linguagem Brasileira de Sinais, ou contato com pessoas surdas é quase nenhum. Embora exista o curso de LIBRAS gratuito para os funcionários do Município de Canoas, ministrado por docentes do próprio Município, nunca tive a oportunidade de frequentar.
         Contato com pessoas surdas, apenas de passagem.
       Através de uma vizinha que encontrava as vezes no mercado ou padaria. Hoje esta vizinha é a avó de um aluno que não é surdo. Este menino não tinha contato com a avó pois morava no Norte com os pais. Este ano a família veio morar aqui.
        Ocorreu em um dos dias de aula o pai se atrasou para buscar o menino e veio a avó. Ele chegou se apresentou como a avó do menino, fez referência a mim como uma pessoa conhecida, e disse que não iria embora até o pai do menino chegar, pois iria chover e ela preferia ir de carro. Bom foi isso que entendi, e acho que entendi certo. O menino não conseguia entender a avó, e me pediu para dizer para ele o que estava acontecendo. Quando falei a ele ela sinalizou que era isso mesmo. A avó do menino faz leitura labial, isso eu já sabia. O pai do garoto chegou bem nervoso, comentou que não sabia se os dois se entenderiam.
      Tenho em minha sala de aula um alfabeto de sinais, que não despertou muita curiosidade, uma vez que eu não me sinto segura em usar, preferi não dar muita ênfase apenas apresentei aos alunos, como uma alternativa de comunicação.
           Skliar, coloca que:
        “A surdez é uma experiência visual(...) e isso significa que todos os mecanismos de processamento de informação, e de todas as formas de compreender o universo em seu entorno, se constroem como experiência visual. (SKLIAR,2005,p.27)”.
       Fica mais fácil entender a comunicação entre surdos, ou surdos e ouvintes. Penso que, parece colocar os interlocutores inteiros a disposição da comunicação do momento. Claro que posso a vir pensar assim, uma vez que para mim que estou acostumada a ouvir e responder a muitas crianças ao mesmo tempo, me parece impossível não direcionar a atenção a comunicação dos sinais, quando é preciso entender a comunicação sem o som.
        Achei as aulas muito interessantes, e principalmente quando aborda a condição do surdo como uma condição natural e diferente de viver, afastando o predicado da deficiência, observando a questão da identidade e de pares.
         “O surdo que se conhece e conhece seus direitos e ideais, fortalecido identitariamente e culturalmente. Membro de uma comunidade na qual se revela sujeito dotado de segurança e capacidade de mostrar o que deseja para si e para seus semelhantes. (ROSA, 2009,p.39)”.
      Chego a sentir uma certa alegria em saber que existem lugares onde aos pares, pessoas surdas podem exercer suas habilidades, realizar conquistas e construir sua cidadania. Como educadora são tantas nossas preocupações, são tantos enganos e preconceitos de anos para questionarmos e refletirmos.
         Meu aluno tem um caminho a percorrer até conhecer e entender sua avó materna.
       Tenho pensado em uma forma de auxiliar nesta caminhada acredito que, no decorrer das aulas , eu consiga.