domingo, 19 de novembro de 2017

Finitude?

        Nessa semana tive oportunidade de identificar minhas aprendizagens com os textos de filosofia. Explico: Na aula de terça-feira, quando fazia a atividade solicitada para o texto: À Sombra desta Mangueira, de Paulo Freire. Tive a percepção de finitude que o texto traz como uma necessidade de buscar o conhecimento na troca com o outro ou com o meio. A professora, explicou que a finitude relatada no texto, tinha a ver com fechamento de um ciclo e início de outro trazido pela relação de acabado, de fim, de morte.
         A finitude trazida pelo autor com a morte da esposa, que trazia  o fechamento de um ciclo e recomeço de outro. Confesso que voltei para casa um pouco frustrada, li algumas vezes o texto, não achei um texto fácil, ao contrário denso. Percebi minha falta de entendimento e capacidade de interpretação.
        Ocorre que para mim, é muito presente para a aprendizagem  a capacidade de troca. Então sair de mim e buscar no outro, tem a ver com o acabado em mim para refazer com movimento de troca, com o meio com o outro, com o reconstruir. 
         Hoje durante a leitura  do texto de Morin, As Cegueiras do Conhecimento:  O Erro e a Ilusão fez com que me sentisse um pouco melhor em relação ao entendimento da proposta da disciplina. Afinal : “O conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo externo. Todas as percepções são,  ao mesmo tempo traduções e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados e codificados  pelos sentidos.”  (Morin, 2002). 
        Assim encontrei uma alternativa, voltar a ler os texto após passar esta angústia e tentar encontrar uma nova reflexão que se aproxime do proposto pela professora.

2 comentários:

  1. Olá, Silvana. Esse movimento de "ir e vir" na leitura de textos densos faz parte da caminhada acadêmica, porém é importante é buscar subsídios para avançar assim como o fizeste. Essa questão acontece muito em sala de aula, muitas vezes o que é óbvio para o professor não é para o aluno. Que estratégias podemos traçar para evitar essa demanda pedagógica?




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  2. Olá, Simone. Creio que evitar esta demanda pedagógica enquanto dúvida e desentendimento é a busca de todos nós professores. Aproximar as situações da realidade do aluno, usar exemplos mais concretos, específicos pode ajudar, quando se trata de criança, parece mais simples. Neste caso penso que o objetivo dos professores era justamente nos desacomodar, apontar possibilidades diversas. Fazer com que buscássemos além do texto.

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