Confirmado, estamos no Eixo V, já realizamos 50% do curso!
Esta afirmação nos dá força, uma sensação que tudo vai dar certo. Concluir a graduação se torna mais palpável.
A
cada disciplina, percebendo a tarefa entusiasta e apaixonada de
nossos professores em possibilitar a construção de novos
educadores, de forma interdisciplinar, na preocupação em transformar qualificando a educação.
As
dificuldades encontradas por nós alunas, são levadas em
consideração, quase que previstas.
Porém
aluno é aluno, em qualquer lugar, mesmo que este aluno em algum
momento seja professor. Então, as dificuldades que nossos Mestres
encontram para a conclusão do curso, nem sempre conseguem compor a
reflexão do grande grupo. Me refiro aqui, a dificuldades pertinentes
ao momento político, a cortes financeiros, adequação de docentes,
extinção de programas ou até mesmo de rotina pessoal.
Percebo a
proposta de uma aprendizagem amorosa, onde o afeto constrói
conhecimento, baseado em confiança., seguindo o caminho da
objetividade-entre-parênteses (Maturama,2002).
Por exemplo, pode-se considerar a relatividade das condições de
existência, sem necessariamente uma hierarquização, de quem
estaria mais próximo ou mais afastado do “verdadeiro”. Essa
atitude implica mudanças nas práticas docentes. Em sala de aula, o
professor considera como legitimas as experiências e ou mundos
vividos de seus alunos e pode construir pontes desses mundos para o
mundo das ciências, no qual tem o compromisso de introduzir seus
alunos. Alunos e professores, relativizando seu saber, abrem espaço
para aprenderem juntos. (Real; Picetti)
Fica
a inquietação que nos leva a reflexão observada na leitura do
texto: Ser professor reflexivo, de Isabel Alarcão, que apresenta a
autonomia no seu sentido mais completo, ultrapassando capacidades ou
habilidades. Propondo a máxima: Descobre o sentido da tua
profissão e descobre-te a ti mesmo como professor.
Sigo
rumo a conclusão da graduação, na certeza de que não poderei mais
parar.
Concluir
o curso é para mim um desafio pessoal, me parece que para nossos
professores também.
Obrigada
por não desistirem de nós!
Também tenho esta percepção e agradeço aos professores por não desistirem de nós mediante tanta dificuldade e os enfrentamentos que se darão ainda. Por outro lado, sinto falta inclusive desta discussão política no espaço da Universidade, vamos para lá, temos nossa aula e permanecemos como se o problema que assola nosso país não estivesse presente também neste espaço. Acredito que devamos sim discutir estas questões e quiça fazer parte de algum movimento em prol da "nossa" Universidade, em favor de nossos professores, somente unindo forças alcançaremos objetivos comuns.
ResponderExcluirSinto falta destas discussões, mas acredito que por uma questão de prudência e sabedoria de nossos professores, estas questões políticas sejam abordadas mais delicadamente. Somos agentes políticos no exercício da docência, de uma forma muito impactante e a posição de nossos professores, vão interferir na nossa reflexão. Creio que a escola seja sim um local oportuno para discussões políticas, porém o limite das questões partidárias, deve ser respeitado, considerando o propósito da construção de professores reflexivos.
ResponderExcluirSomos seres políticos, estamos o tempo todo exercendo isso, não se trata de política partidária, veja bem, em nenhum momento coloquei desta forma. Sou partidária, tenho uma posição firme e convicta em relação a isso, mas quando coloco a necessidade desta discussão na Universidade penso que os professores saberiam bem como ser mediadores, permitindo nossa reflexão.
ResponderExcluirOlá Silvana, em primeiro lugar quero dizer que a educação sempre passa pela questão do afeto de nos afetarmos e afetarmos o outro, do quanto estamos implicados no nosso fazer. Além disso, todas as questões e acontecimento micros ou macros fazem parte dos processos de ensino e aprendizagem, portanto somos seres políticos e somos atravessa dos por todos os acontecimentos. Aproveito para relatar que essas problematizações vocês aqui nos comentários são bastante relevantes.
ResponderExcluirMárcio Malavolta