Releitura: A minoria que
desafia
Link: https://profsilgarcia.blogspot.com/2016/05/
Decidi
comentar esta postagem por se tratar de um assunto que ficou por algum tempo
fazendo parte das minhas conversas na família e também com meus colegas
professores, e ainda me desestabiliza.
Além do que,
agora passando cinco semestres, estando em outra escola, onde a realidade é
outra quando tenho uma bagagem diferente de conhecimento e reflexão, a respeito
da inclusão, gostaria de retomar minha escrita. É preciso esclarecer minha
forma de ver e perceber a inclusão de alunos com necessidades especiais,
porque minha escrita confunde os dois
assuntos que acabam convergindo.
Analisando minha
escrita i, percebo que deveria ter esclarecer o assunto da aula que tive com o
professor, e também identificado literaturas sobre o assunto, revisto normas da
língua aperfeiçoando o uso da língua portuguesa.
Passando a
reflexão sobre assunto passo a transcrever alguns pontos de minha postagem.
“Penso que estabelecer
critérios, pontos de partida e chegada com a aprendizagem baliza nosso
planejamento e não devemos abolir a esperança de dar a todos condições de
aprendizagem de forma igualitária. O que precisamos é nos dar conta que a
minoria impulsiona, faz a diferença, transforma.”
Neste trecho, onde penso
que concluí, dou continuidade e faço aqui o convite para que reflitamos juntos,
sobre a ingenuidade que cometi, me referindo à possibilidade de “aprendizagem
de forma igualitária”. Mesmo que quiséssemos, seria difícil chegar ao consenso
de que vários alunos atingem determinado fim, como a alfabetização, a forma com
que chegaram a este fim, a caminhada é única de cada aluno, mesmo que o
processo tenha pontos previstos que precisam ser formados para a sua
construção, mesmo que tenhamos condições de avaliar os pontos do processo com
avaliações diagnósticas, à caminhada é individual.
Vejo como me desenvolvi
como aluna, quando tenho condições de refletir
sobre o conjunto de variáveis que formam a individualidade do processo,
e também quando tomo consciência da importância de minhas intervenções e
orientações, acreditando que como docente posso sim fazer a diferença.
Não me refiro apenas às
questões de contato com o mundo da escrita, a maturação biológica, as
estruturas cognitivas, a cultura... Todas estas questões e outras também nos
constituem como seres únicos
Hoje atendo a duas
turmas de segundo ano em uma dela tenho um aluno, que é meu grande desafio, ele
é meu desafio não apenas por apresentar necessidades educacionais especiais,
mas por oportunizar a mim como profissional entender que é preciso atendê-lo de
forma qualificada e também atender a todos os outros alunos em suas
características individuais, assim me desenvolvendo como profissional
transformando minhas práticas.