domingo, 31 de julho de 2016

Workshop III

          A tarefa de construir a síntese reflexiva para o final do semestre, além de ser um momento de colocar no papel as aprendizagens mais significativa é uma nova oportunidade de estudo. 
         Retomando assuntos estudados buscando embasamento teórico, pesquisando sobre o assunto, as vezes em diferentes fontes, mas antes de tudo um exercício contínuo de argumentar, refletir, escrever repensar.
          Durante o semestre foram apresentados textos em diferentes disciplinas que se relacionam e se complementam. As vezes o que em uma certa disciplina não fica bem claro, em outro texto, postado em outra disciplina, ajuda a entender.
          Ainda lamento minha dificuldade em lembrar, nem sempre consigo lembrar facilmente o que estou lendo, tenho que ler várias vezes. Ai vem minha necessidade de anotar, enquanto leio e reler novamente após um tempo, sempre aparece algo para corrigir ou melhorar. 
         Gosto de estudar. Minha dificuldade de concentração e de encontrar tempo necessário, é apenas um dificultador.
         Cheguei a pensar em parar, depois percebi que posso continuar, aos poucos vou tentando sanar as dificuldades que vem se apresentando.


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Música para Brincar









             Nesta atividade, propus aos alunos que ouvissem algumas músicas e então poderiam escolher as que preferissem.
            Criaram sua dança e estabeleceram os jurados, que estavam dando notas para a dança.
             Nesta brincadeira podemos perceber, que levar músicas diferentes do que eles conhecem ou estão acostumados a ouvir pode dar certo.


Formação - PNAIC


              Este ano participei apenas de uma formação para  bloco de alfabetização. 
Se trata de formações do PNAIC, onde os professores tem a oportunidade de refletir sobre aprendizagem, educação, métodos.
        Inicialmente a formação se iniciou com uma leitura: Santo Guerreiro contra o Dragão da Maldade" de Rubens Alves.
        A preocupação com os índices que demonstram a ineficácia da alfabetização do município resultou em frases como estas:

"Alfabetização é tarefa conjunta da escola"
"Alfabetização é o aprendizado da língua, vivido por todas as crianças, a partir dos 6 anos, tem  que ser pensada no conjunto da escolarização de 9 anos."
"É  preciso não perde tempo."
"...todos os anos devem ser  produtivos"

         Ocorre que o número de repetência no  terceiro ano está desestruturando os conceitos passados para o bloco durante o PNAIC, ou será que os conceitos passados não foram interpretados como deveriam?  
       As crianças estão passando de ano sem uma bagagem capaz de suportar as aprendizagens  previstas.  
          Então, saímos da formação tão angustiadas quanto entramos. 
          



CONHECIMENTO / PIAGET




                       A cada texto que leio, aula que participo mais se torna evidente a interdisciplinaridade nosso curso, hoje estudando sobre projetos de aprendizagem, no material de apoio disponibilizado no Seminário Integrador, conheci um pouco mais sobre a teoria de Piaget.

           Não há conhecimento sem conceitos “coisas e fatos adquirem significação para o ser humano quando inseridos em uma estrutura – assimilação”.

               Epistemologia: designa reflexão a respeito do conhecimento científico, porém Piaget intitula epistemologia sua teoria do conhecimento, entendendo que a criança constrói sua realidade, estruturando sua experiência de vida, muito parecida com a forma que o cientista constrói o conhecimento científico.

       A troca do organismo com o meio possibilita a construção do conhecimento.


              Os esquemas motores são condição da ação do indivíduo com o meio: é graças a ele que a criança organiza ou estrutura sua experiência lhe atribuindo significado. Por outro lado, ocorre concomitantemente, a construção (interna) das estruturas mentais graças, justamente, a essa atividade motora.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O poder de uma história única







      Assisti várias vezes ao vídeo da nigeriana Chimamanda Adichie- “O perigo de uma história única”,  encaminhei aos meus filhos e algumas pessoas que gosto, além de uma atividade da escola uma excelente história de experiência e de vida.
        A forma como ela conduz a narrativa dá vontade de conhecer mais sobre ela e seu conhecimento de mundo.

       Este vídeo faz parte das aulas de LIBRAS, mas poderia ser usado tanto nas aulas de Seminário Integrador III, pela mensagem de procurar o conhecimento a respeito de algo sob vários vértices (pesquisa), quanto na disciplina de Literatura Infantil, para análise das histórias que levamos para sala, além da bela construção de narrativa, rica em argumentos e embasamento.
         Destaco na fala de Chimamanda Adicchie: "Poder é a habilidade de não só contar a história de uma outra pessoa mas de fazê-la a história definitiva daquela pessoa."

PESQUISA

Resultado de imagem para pesquisa


                         Foi lançado durante as aulas de Seminário Integrador III, a oportunidade de pesquisa. Inicialmente, queria resolver logo. Se escolhemos a pergunta, poderíamos procurar em algumas fontes responder e estaria concluído.
                    Aos poucos fui percebendo que não é este o objetivo, trabalhar com projetos de aprendizagem e pesquisa vai além de responder perguntas.
                  Considerando que o conhecimento não é algo estanque ou imutável e a pesquisa deve nos proporcionar a reflexão e autocrítica quanto aos saberes construídos.
                   Na verdade o que interessa na proposta de pesquisa é o processo e não a conclusão. Durante o processo estamos investigando, elaborando e utilizando formas variadas de observar o objeto por outros vértices. 
                  Durante o processo nos carregamos de bagagens que poderão nos acompanhar ou não até o final transformando nossas certezas.






segunda-feira, 25 de julho de 2016

Aniversário do Senhor Alfabeto





                        












        Levando em consideração a importância símbolos e significados é que levei para a sala a História do Senhor Alfabeto. (https://www.youtube.com/watch?v=e3Pb9R3KIsg). Passei a história no projeto em sala e depois realizamos algumas atividades de escrita.
          A esposa do Senhor Alfabeto, promove uma festa para o esposo, convida todas as letras do alfabeto.
        A ideia era aproveitar para apresentar para as crianças vários tipos de alfabetos, assim levei o alfabeto de LIBRAS, o alfabeto em letra de forma, scrips e cursivo e apenas conversamos sobre o braile.
        As crianças comemoraram junto com o aniversário da aluna Maria o aniversário do Senhor Alfabeto e após esse dia, o Senhor Alfabeto, vai para casa com cada uma das crianças, elas colocam seus nomes no boneco, e depois contam como foi brincar com seu alfabeto.
             Foi convidado especial no aniversário o Duquinho, um livro fantoche que mora na Biblioteca da escola, já conhecido das crianças.
          Antes da festa do aniversário confeccionamos as letras e colamos palitos, para serem usadas como fantoches.
          O Senhor Alfabeto é muito disputado e rende boas conversas e histórias na turma 






A música e as primeiras aprendizagens da criança


                 Pensando sobre a influência da música no desenvolvimento, lembro de situações com meus filhos. Minha filha mais velha cantava para seu irmão enquanto eu ainda estava grávida. Depois que ele nasceu, logo demonstro reconhecer a voz dela e costumava se acalmar quando ela cantava para ele.
                    Creio que a percepção de meu filho, ao ouvir a irmã cantar vai além do reconhecimento da voz propriamente dita, ao ouvir a irmã também se formavam conexões de aprendizagem e de afeto, de reconhecimento de sons, que expressavam intenções comunicativas. Além de considerar todo significado e a construção de símbolos que a música proporciona, importante observar a participação na construção e fixação dos fonemas, da oralidade e no entendimento das narrativas.


                     “Ao interagirmos no espaço sonoro, é bom lembrar que mais importante do que o canto afinado é o espaço amoroso que a música cria nas relações interpessoais. (Maffioletti -2014).

terça-feira, 19 de julho de 2016

Contos de Fadas






          Um aluno do segundo ano me disse que lendas são histórias que não sabemos se é verdade e até pode ser”. Penso que é assim o impacto que os contos de fadas tem sobre as crianças.

    Lendo sobre análise de contos de fadas, chego a conclusão da riqueza de boas possibilidades que podem ser exploradas por nós professores na apresentação destes contos. Quanto a forma que os personagens são apresentados, quanto ao tempo “Era uma vez”, quanto as relações sociais, a forma de vida, mas principalmente a mensagem de otimismo e superação. Estamos em um momento social que as crianças não são poupadas da dura realidade diária de horários para cumprir, de violência e reestruturação das famílias.

     Oportunizar as crianças um mundo encantando através a leitura pode trasportar o leitor e o ouvinte a possibilidades de superar seus medos “aliviando aflições da alma infantil vivenciando seus problemas de forma simbólica saindo mais felizes destas experiências com a certeza de que tudo acabará bem” -  (texto aula 6-7 - Encantos para Sempre).

      Contos de fadas que iniciaram oralmente e foram imortalizados através da literatura, cheios de simbolismos, ritos de passagem, marcas simbólicas de puberdade, provas vencidas pelo herói, protagonistas que começam fracos e indefesos, vão superando obstáculos e respeitando regras e qualidades morais.


    Qual o problema de querer ser o príncipe a princesa ou até mesmo a bruxa se a imaginação permite e a história encanta.



 “Contos de fadas não dizem às crianças que dragões existem. Crianças já sabem que dragões existem. Contos de fadas dizem as crianças que dragões podem ser mortos.”

Gilbert Chesterton (1874-1936)




O Currículo Construtivista na Educação Infantil





                 Durante as aulas desenvolvidas sobre ludicidade neste semestre percebi, algumas falhas em meu trabalho em sala de aula.
             Situações que já haviam me incomodado, depois de ler e conhecer um pouco mais sobre o desenvolvimento dos estágios nos jogos, me chamaram ainda mais atenção.
               Sempre gostei de observar meus alunos e fazer uso destas observações para introduzir novas atividades em meu planejamento.
              As características das diferentes “salas de aula” ,A, B, C, D em relação as intervenções do professor e a forma que ele usa os jogos, serve para orientar e promover a busca por práticas que façam a diferença no cotidiano escolar.
           Chama minha atenção que não apenas os alunos passam por um desenvolvimento, na utilização dos jogos, sua função simbólica, motora e de formação de regras.

                Também o professor precisa iniciar uma caminhada de observação e prática até se apropriar de conhecimentos necessários a realização de intervenções que auxiliem os alunos a encontrarem alternativas e possibilidades na construção e amadurecimento em suas relações sociais, morais e intelectuais.  

quarta-feira, 13 de julho de 2016



Oportunidade de conhecer o diferente


               Durante a semana de Canoas, visitei a Feira do Livro de Canoas,  com meus alunos. 
         Uma das atividades foi assistir a uma peça de teatro da Associação Legato,os atores se comunicavam oralmente e também através da linguagem de sinais. As crianças absorveram a história, onde os atores também eram crianças e jovens, alguns com necessidades especiais, e participaram da peça impecavelmente.
              Em minha sala de aula temos um alfabeto de LIBRAS, pouco explorado já que não me sinto segura nesta forma de comunicação. Ao assistir a peça alguns alunos lembraram e ligaram a forma de comunicação usada com o alfabeto na sala.
             Minha contribuição é pouca para a disseminação desta forma de comunicação, mas acredito que é uma semente.

             Vejo que estas práticas estão sendo apoiadas também pelo poder público, que aos poucos vai se adequando a legislação e promovendo a cidadania a todos, oportunizando ao cidadão a conhecer e se fazer conhecer.