quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Descobrir


Hoje assisti algumas apresentações no Salão de Ensino UFRGS , fui para assistir meu filho que está participando de um projeto de Learning Design. Na mesma sala outras apresentações que envolviam educação, tecnologia, ambientes virtuais, jogos e  educação a distância foram apresentados. 
Uma destas apresentações foi de uma aluna do PEAD - Porto Alegre, onde ela tentou demonstrar o uso do Blog.
Inicialmente fique ansiosa para conhecer a fala de uma aluna que frequenta o mesmo curso que eu utiliza as mesmas ferramentas. Estava ela se apresentando quando descobri que além de colega de curso era também colega de município.
Conheço o curso, posso falar com propriedade de quem frequenta, e não fiquei satisfeita com o que ouvi. Mesmo tendo dificuldade de manter o blog atualizado e cumprir minhas atividades nas datas, sou muito satisfeita com a mudança que o curso está promovendo em mim, na minha prática docente e na minha exigência enquanto profissional da educação.  
Perceber a mudança que o curso realiza nas práticas diárias não é algo fácil de relatar. 
O curso do PEAD, promove uma mudança pessoal,  que acaba por se refletir na  prática docente. Então mudar práticas em sala de aula acaba por ser uma consequência das mudanças pessoais. Entender isto passa por um exercício de autoavaliação, o que não é simples.
Assisti as apresentações não apenas como uma mãe orgulhosa, mas com uma postura crítica, de que queria ver seu curso bem representado.
Acabei por perceber critérios nas apresentações que me fizeram refletir a respeito das minhas apresentações. Aos poucos foi clareando a função interdisciplinar mas principalmente reflexiva do Seminário Integrador, me vi indignada e frustrada por não ver na apresentação de minha colega a figura desta disciplina que apresenta um mundo de possibilidades entre professor/conhecimento/aluno.
Percebo que a fala, a postura, o uso de vícios de linguagem, e entender que o outro deverá entender a mensagem que pretendemos passar são critérios que sabemos da necessidade, mas só o exercício e a reflexão irão dar resultados. No meu entendimento, é importante que fique claro que um dos objetivos do PEAD é  a reconstrução do professor que está exercendo suas atividades em sala de aula. Novos hábitos, novas leituras a busca da atualização constante, exercício da pesquisa e a utilização de ferramentas para aproximar distância e criar possibilidades de aprendizagem de forma colaborativa.
Não posso deixar de observar que os assuntos foram interessantes.
 Descobri que existe um projeto para traduzir textos técnicos e torná-los acessíveis a leigos, que existe no próprio word uma forma de perceber a complexidade do texto produzido. Descobri que existem aplicativos onde os professores podem desenvolver jogos sem preocupação da programação, que existe projeto interessante para  que os alunos de intercâmbios e professores possam se entender, e este aluno se sinta acolhido na modalidade a distância elaborado pelos professores e alunos de letras. Que o projeto de learning design onde meu filho está inserido tem a finalidade de construir uma ferramenta focada na elaboração das aulas pelos professores.
Foi uma manhã de descobertas.


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Brasileiros - Conhecer para Valorizar



Durante este semestre, para meu espanto,  estou me percebendo preconceituosa.
Logo eu que sempre tentei e achei que respeitava as diversidades.
Minha forma de pensar a respeito do outro enquanto grupo produtor de cultura, esta sendo desconstruída. Passo a perceber a pluralidade de grupos e  costumes que acabamos por classificar e estabelecer uma única forma de pensar a respeito.
Na aula presencial de 03/10, discutíamos sobre a questão indígena então uma colega falou que os índios já estavam aqui e nó chegamos depois, ou algo parecido. Entendi o quanto na tentativa de desfazer o preconceito agir e falar de forma politicamente correta, acabamos por nos colocar de fora.
Precisamos entender quando usar o nós e o ele, estes pronomes falam muito a respeito do que pensamos e de quem somos.  Não chegamos aqui, nascemos aqui, tenho menos que 500 anos. Também meus colegas, amigos, vizinhos, alunos todos nascemos aqui.
Parece que assumir o país como nosso e entender que somos responsáveis por nossa relação com o outro e com meio em que vivemos é o que nos falta. Conhecer nossa história, entender de onde viemos nos constitui enquanto pessoa que pertence a um grupo fortalece relações estabelece hábitos, cultural. Todo este interesse em conhecer em se fazer conhecer deve ser promovido para o entendimento que este “barco” é nosso. Não podemos fragmentar uma nação, um povo. Um os depoimentos no vídeo Povos Indígenas: Conhecer para Valorizar,

 onde diz que foi preciso para os índios conhecer também “nossa” cultura para poder ajudar a cultura indígena, reflete bem como este grupo mantém viva sua história. A forma como ele se referiu à escola, sabendo exatamente qual o objetivo do índio frequentar a escola,  também me fez pensar.