sábado, 2 de dezembro de 2017

Meus preconceitos com a inclusão



Durante as atividades relacionadas a disciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais, tive algumas surpresas.
Descobri alguns preconceitos, se assim posso chamar quanto a minha visão sobre os altistas por exemplo. Mesmo sem perceber procurava descobrir no altista qual seria sua “super” habilidade, pensava que sua capacidade de se deslocar do mundo real era surpreendente, quando na verdade a situação é outra, a falta de entendimento do que está acontecendo seria uma delas. Mesmo sendo equívocos que parecem comuns, sou humilde em dizer que meu conhecimento é muito restrito quando o assunto são necessidades especiais.
Tendia a pensar que o modelo biomédico teria a solução mais adequada para as pessoas com deficiência. Muito embora sempre achasse que a inclusão social era o caminho mais solidário para o enfrentamento destas situações. A disciplina me fez observar a deficiência sobre um vértice mais sensato. Talvez sensato não seja a palavra ideal. O fato é que estou tentando analisar as situações conforme suas possibilidades e potencialidades de participação. A crueldade intrínseca, no fato de manter crianças acometidas pela poliomielite em pé, independentemente de seu esforço para isso, me leva a pensar o quanto aceitar as diferenças e entender as potencialidades dentro destas diferenças é o que torna a inclusão real.
Interessante pensar no meio como determinante na deficiência imposta às pessoas. Quando pensamos em meio além das estruturas físicas, também no vocabulário, no relacionamento com o outro, na aceitação das diferenças.
A inclusão escolar precisa ser repensada, a intenção de participação de todos está levando as crianças a experiências escolares nem sempre agradáveis ao aluno e aso profissionais de educação. A qualificação dos docentes envolvidos precisa de aprimoramento constante além de auxílio de especialistas que possam orientar nas mais diversas situações e a participação da família no processo educacional.
De qualquer modo, sendo a educação constitucionalmente democrática a inclusão deveria ser,  primeiramente pensada discutida por quem é o sujeito mais interessado, o próprio portador de necessidades especiais, assim com o sujeito incluído se manifestando e dizendo até onde pode e quer chegar e nos auxiliando a nos colocarmos em seu lugar, então poderemos ter a inclusão constituída.